Trabalhadores autônomos são 24 milhões em todo o país, segundo IBGE

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 28 de junho de 2019 às 10:39
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 19:38
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Outro segmento que puxou o crescimento da população ocupada foi o de empregados sem carteira assinada

Os trabalhadores por conta própria no país chegaram a 24 milhões
de pessoas no trimestre encerrado em maio deste ano.

O número é 1,4% superior ao registrado no trimestre encerrado em
fevereiro deste ano (mais 322 mil pessoas) e 5,1% maior do que o observado no
trimestre finalizado em maio de 2018 (mais 1,17 milhão de pessoas).

O contingente de trabalhadores autônomos no Brasil é recorde da
série histórica, iniciada em 2012.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad), divulgada nesta sexta-feira, 28 de junho, pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento desses trabalhadores contribuiu para o aumento da
população ocupada como um todo, que ficou em 92,9 milhões de pessoas, 1,2%
superior (mais 1,07 milhões de pessoas) ao trimestre anterior e 2,6% a mais
(2,36 milhões de pessoas a mais) do que no trimestre encerrado em maio do ano
passado.

A taxa de desemprego ficou em 12,3%, abaixo dos 12,4% de
fevereiro e dos 12,7% de maio de 2018.

Outro segmento que puxou o crescimento da população ocupada foi
o de empregados sem carteira assinada. No trimestre encerrado em maio deste
ano, eles somaram 11,4 milhões de pessoas, crescendo em ambas comparações
temporais: 2,8% (mais 309 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 3,4%
(mais 372 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2018.

O número de empregados no setor privado com carteira assinada
(exclusive trabalhadores domésticos) foi 33,2 milhões de pessoas, ficando
estável frente ao trimestre anterior e subindo 1,6% (mais 521 mil pessoas)
frente a maio de 2018.

O rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$
2.289, uma queda de 1,5% em relação ao trimestre encerrado em fevereiro deste
ano, mas estável na comparação com maio de 2018. A massa de rendimento real
habitual chegou a R$ 207,5 bilhões, estável em relação a fevereiro, mas 2,4%
superior a maio do ano passado.

Subutilização

A população fora da força de trabalho (64,7 milhões de pessoas)
caiu 1,2% em relação a fevereiro, mas permaneceu estável em relação a maio de
2018.

A população subutilizada, isto é, aquelas pessoas que estão
desempregados, que trabalham menos do que poderiam, que não procuraram emprego
mas estavam disponíveis para trabalhar ou que procuraram emprego mas não
estavam disponíveis para a vaga, mais uma vez é recorde para a série histórica.

O contingente dessa população chegou a 28,5 milhões de pessoas
no trimestre encerrado em maio deste ano, 2,7% a mais do que em fevereiro deste
ano e 3,9% a mais do que em maio do ano passado. “As pessoas estão trabalhando,
mas mais de 60% manifestam uma vontade de trabalhar mais e essa vontade não
está sendo atendida. O mercado não absorve essa pressão”, disse a
pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.

A taxa de subutilização ficou em 25%, superior aos 24,6% de
fevereiro e de maio do ano passado. O número de pessoas desalentadas, isto é,
aquelas que que desistiram de procurar emprego, ficou estável (em ambas
comparações temporais) em 4,9 milhões, também um patamar recorde na série
histórica.


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