​Secretário participa em Batatais de velório do PM morto em Ribeirão Preto

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 5 de julho de 2016 às 19:07
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 17:50
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Policial rodoviário morto em confronto com bandidos deixa esposa e filho de apenas 8 anos

Secretário da Segurança durante velório em Batatais

O Secretário de Segurança Pública do Estado de SP, ex-Procurador de Justiça, Mágino Alves Barbosa Filho, participou na tarde desta terça-feira (05), em Batatais, do velório e sepultamento do PM Rodoviário, Tarcísio Wilker Gomes, cabo do 3º Batalhão de Polícia Rodoviária, morto em confronto com uma quadrilha que havia atacado e explodido a sede da transportadora de valores Prosegur, na madrugada de hoje.

Mágino decidiu participar do velório e sepultamento em solidariedade à família e aos colegas policiais do Cabo Wilker, de 43 anos, há 13 anos na Polícia Rodoviária, Base de Ribeirão Preto.

Cabo Wilker foi baleado na cabeça pelos bandidos

O confronto

O confronto com os bandidos ocorreu por volta das 04h30 da manhã de hoje (5), após roubo a uma empresa de transporte de valores em Ribeirão Preto.

As Unidades de Serviço do Policiamento Rodoviário que atuam no entorno do município, após serem cientificadas sobre a ocorrência, se posicionaram para identificar veículos suspeitos.

Uma dessas equipes, ao adentrar no entroncamento entre a SP -328 e SP 330 (km 321 da Rodovia Anhanguera) foi recebida a tiros.

Um dos policiais militares, Cabo PM Tarcísio Wilker Gomes, 43 anos, foi atingido por um disparo de arma de fogo, sendo imediatamente socorrido ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mas não resistiu e faleceu.

O Cabo PM Wilker estava há 14 anos na Polícia Militar, sendo 13 anos no Policiamento Rodoviário, lotado no 3º Batalhão. Deixa esposa e um filho de oito anos.

Detalhes

Segundo os moradores do bairro Campos Elíseos, pelo menos 20 homens participaram da ação e chegaram ao local por volta das 4h30 em dez veículos. Vídeo gravado por vizinhos registrou o tiroteio dos assaltantes e o momento da explosão da empresa. 

De acordo com as primeiras informações dos policiais, o grupo estava fortemente armado. “Eram diversos calibres, desde pistolas até fuzis 556, 762, ponto 50, que é munição antiaérea, então eles estavam bem equipados”, disse o tenente Tiago Pedroso.

Além do armamento de guerra, eles usaram explosivos para entrar no prédio da empresa de valores. 

Ainda segundo Pedroso, os assaltantes usaram grampos e pregos para conter a aproximação de viaturas da polícia acionadas para conter a ação dos assaltantes.

“Colocaram diversos pregos para quando a viatura chegasse furassem os pneus, carros da imprensa ficaram danificados, mas viaturas não”, disse.

Policiais e moradores do bairro encheram baldes com a munição e os pregos usados pela quadrilha. O material será periciado.

Parte da munição de grosso calibre usado pelos bandidos

Pregos para conter a aproximação de viaturas da Polícia Militar (PM) e fuzis capazes de derrubar aviões de guerra foram usados durante o mega-assalto a uma empresa de segurança e transporte de valores em Ribeirão Preto (SP), nesta terça-feira (5).

A ação na Avenida da Saudade continuou pelo bairro Campos Elíseos e trocas de tiros foram registradas em diversas partes da zona norte, onde os policiais faziam patrulhamento. O tiroteio durou cerca de 40 minutos. Na fuga pela Rodovia Anhanguera, os suspeitos atiraram e mataram um policial militar.

A Polícia Civil ainda não se pronunciou sobre o crime e a Polícia Militar ainda faz diligências para ajudar na apuração do caso. Ninguém foi preso até a tarde desta terça-feira.

Em nota, a empresa Prosegur, alvo dos assaltantes, informou que nenhum funcionário foi ferido no assalto “e que está à disposição das autoridades e colaborando para o andamento das investigações”. Ainda não há informações sobre o que foi roubado pelos suspeitos.


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