compartilhar no whatsapp
compartilhar no telegram
compartilhar no facebook
compartilhar no linkedin
Grupos em aplicativo de mensagens são alternativa de comunicação entre vizinhos para melhorar segurança
Moradores do Jardim Moema e
Bairro Barão estão preocupados com a criminalidade em Franca. Segundo a
Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, no primeiro trimestre foram
registrados 263 casos de furtos e roubos na região atendida pelo 3º Distrito
Policial.
Câmeras de monitoramento,
cercas elétricas e outras medidas de segurança não têm sido suficientes para
conter os bandidos. A alternativa encontrada para amenizar a situação é o
diálogo cada vez mais constantes entre vizinhos através de mensagens em um aplicativo
de celular.
A vendedora autônoma, Michele
Cristina de Melo, conta que se não fosse o grupo, provavelmente, o bandido que
invadiu a casa dela no dia 29 de abril teria conseguido fugir.
Ela recebeu também uma ajuda
inesperada. “As cachorras que deram o alarme. Se não fosse elas, o ladrão ia
até lá no quarto e pegava eu e meu filho, que estava no banho. Então ia me
pegar de surpresa”, conta a vendedora.
Câmeras de segurança registraram o momento
que o ladrão entrou na casa dela, no Parque Moema. Ele pulou o muro da garagem
e olhou pela janela se havia alguma movimentação. Em seguida, como não viu
ninguém, entrou na sala que estava com a porta aberta. “O sentimento é o sentimento da gente não poder fazer nada. Veja bem,
tudo que podia fazer na casa eu fiz. Tem câmera, tem cerca elétrica, tem tudo”,
afirma Wesley Batista da Silva, empresário e namorado de Michele.
Para ele, a comunicação fez
toda a diferença. “Se não fosse a gente ter esses grupos de WhatsApp, a gente
não tinha pego o bandido. Pessoal aqui é muito unido e nós estamos fazendo até
plaquinha de vizinhança solidária e colocando nas casas. Hora que avisa que
roubou uma casa, já sai todo mundo pra fora pra pegar o bandido”.
O ladrão tentou fugir pulando
de telhado em telhado, mas acabou detido pelos vizinhos, que acionaram a
polícia. Ele foi preso e levado para a cadeia da cidade.
De acordo com os dados
divulgados pela SSP, três pessoas são vítimas por dia dessas ações criminosas,
em média.
O aposentado Ítalo Caligher
também faz parte dessa estatística. A casa dele, no Bairro Barão, já foi
invadida oito vezes. “Eles roubam aleatoriamente. Roubaram coisas de valor
inestimável, como do meu filho, que é uma coleção de relógios. Roubaram todas
as TVs da última vez. Fizeram um limpa”, conta.
Um criminoso foi flagrado
recentemente tentando entrar em uma outra casa do bairro. Nas imagens o homem
sobe no portão, espia a garagem e tenta entrar. Depois arrisca abrir o portão
menor, mas também não consegue. Ele volta para a entrada da garagem e tenta
novamente. Sem sucesso, desiste e vai embora.
Medo
“É uma preocupação constante, você sai, fica sempre
preocupado se alguém está invadindo sua residência. Apesar de ter monitoramento
e os vizinhos colaborarem, é sempre uma preocupação constante”, desabafa
Caligher.
Uma
punição mais severa também é apontada pelas vítimas como medida para resolver a
questão. “Com a lei que nós temos hoje em dia no país, prende e no outro dia
está do lado de fora, não tem jeito. A gente está à mercê deles. Quem está
preso somos nós”, pondera Silva.