Padeiro revela segredo ao explicar porque o plástico acelera o mofo no pão e indica alternativas para ampliar o frescor
O pão nasce de três ingredientes simples, mas preservar o alimento com sabor e textura virou um desafio diário nas casas.
Depois de alguns dias, ele perde o frescor e muda de comportamento. Em certos casos, fica duro, enquanto em outros, torna-se borrachudo ou cria mofo.
Apesar do hábito de guardar a peça em saco plástico ou na própria embalagem de papel, um alerta ganhou força. O padeiro holandês Joost Arijs orienta a evitar o plástico, pois ele favorece um ambiente úmido e fechado.
Dicas do padeiro
Segundo o especialista, a estratégia correta equilibra circulação de ar e umidade.
Em casa, a condensação surge rapidamente dentro do plástico e compromete a crocância da casca, deixando o miolo do pão macio e mastigável. Sem troca de ar, fungos e bactérias do ambiente encontram alimento facilmente.
Quando o mofo aparece, você não hesita: descarta a peça inteira.
Prevenção do bolor
Recipientes herméticos de plástico ou vidro apresentam o mesmo problema: falta de espaço para respirar. Como consequência, o pão se deteriora mais rapidamente e perde qualidade.
Embora pareça prático, esse método também abrevia o frescor. Além disso, conservar vira um teste, apesar da simplicidade da receita.
Alternativas práticas e seus limites
Padarias vendem em sacos de papel por um motivo: o material permite que o pão respire e, portanto, mantém a casca crocante por mais tempo do que o plástico. No entanto, o resultado não faz milagres. Após um ou dois dias, a qualidade cai, depois de algumas horas, tende a ficar velho.
Para retardar esse processo, Arijs recomenda papel com revestimento de parafina. O forro reduz o ressecamento, enquanto libera a umidade em excesso.
Se padaria onde você compra o pão não oferece essa opção, você encontra papel encerado para alimentos em lojas. Ele retém parte da umidade e, ao mesmo tempo, mantém a circulação de ar, dificultando o aparecimento de mofo.
Cestas ventiladas e congelamento
As tradicionais cestas de pão sobre a mesa funcionam para consumo rápido, pois garantem ventilação. Por outro lado, quando você não pretende comer tudo, congele porções e retire apenas o necessário na próxima refeição.
Já o pão fatiado em plástico transparente inevitavelmente mofa com o tempo.
Como aplicar no dia a dia
Com base nessas orientações, você organiza uma rotina simples e eficiente. Portanto, adote passos claros para estender o frescor e reduzir o desperdício.
Compre o pão em saco de papel, mas prefira versões com revestimento de parafina.
Evite sacos plásticos e recipientes herméticos de plástico ou vidro.
Use envoltórios de cera de abelha quando possível para equilibrar umidade e circulação.
Armazene em cestas ventiladas para consumo rápido, e congele sobras.
Verifique diariamente; ao sinal de mofo, descarte sem hesitar.
Qualidade
De acordo com notícia do portal Capitalist, o padeiro Arijs resume a lógica: o pão precisa respirar para manter a qualidade e evitar mofo.
Assim, o consumidor ganha tempo ao optar por sacos de papel, versões parafinadas, cestas ventiladas e congelamento. E, acima de tudo, nunca deve guardá-lo em sacos plásticos.