Nem só o excesso faz mal: estudos mostram que pouco sal também pode prejudicar a saúde do coração
Quando falamos em saúde, todo mundo lembra do alerta: cuidado com o sal. E não é por menos, já que o excesso pode aumentar a pressão arterial (Foto Arquivo)
Quando falamos em saúde, todo mundo lembra do alerta: cuidado com o sal. E não é por menos, já que o excesso pode aumentar a pressão arterial e provocar doenças cardíacas. Mas aqui vai uma curiosidade intrigante: uma dieta com pouco sal também pode prejudicar a saúde.
Pesquisas recentes indicam que tanto o excesso quanto a falta de sal podem trazer riscos.
O segredo parece estar no equilíbrio, já que o sódio é essencial para funções vitais, como transmitir impulsos nervosos, transportar oxigênio e equilibrar os líquidos do corpo.
Quanto sal é considerado seguro para consumo?
A Organização Mundial da Saúde recomenda até 5 gramas de sal por dia, o equivalente a uma colher de chá. Mas a maioria das pessoas consome o dobro disso, sem nem perceber.
No Brasil, a média é de 9,34 gramas por dia, e o detalhe curioso é que a maior parte desse sal não vem do saleiro, mas sim de alimentos prontos como pães, queijos, molhos, pizzas, embutidos e até cereais matinais.
Um exemplo surpreendente? Uma pipoca grande de cinema pode ter 5 gramas de sal, ou seja, a cota do dia inteiro em um único lanche.
Muito sal faz mal, mas pouco também
O consumo elevado de sal aumenta a pressão arterial e pode levar a derrames e doenças cardíacas.
Porém, estudos apontam que consumir menos de 3 a 5 gramas por dia também está associado a maiores riscos cardiovasculares, especialmente em pessoas com problemas cardíacos ou insuficiência renal.
Ou seja, o corpo humano precisa de sódio, mas não em excesso. Uma dieta “zero sal” pode ser tão nociva quanto exagerar.
O segredo pode estar no ponto de equilíbrio
Alguns especialistas afirmam que o ideal é um consumo moderado, algo entre 3 e 6 gramas por dia, variando de acordo com a sensibilidade de cada pessoa.
Isso porque fatores como idade, genética, estilo de vida e histórico familiar influenciam na forma como o corpo reage ao sal.
Um detalhe curioso: países como Japão e Finlândia conseguiram reduzir drasticamente mortes por derrame e doenças do coração apenas com políticas de diminuição do consumo de sal na população.
Como reduzir o excesso sem eliminar o sal da dieta
– Prefira alimentos frescos em vez de industrializados
– Leia rótulos e preste atenção ao teor de sódio escondido
– Use temperos naturais como ervas e especiarias
– Consuma alimentos ricos em potássio, como banana, abacate e batata-doce, que ajudam a equilibrar os efeitos do sal
Conclusão
O sal não é um vilão absoluto, mas sim um tempero que exige respeito. Tanto o excesso quanto a falta dele podem trazer sérios problemas à saúde. Encontrar o ponto de equilíbrio pode ser a chave para viver mais e melhor.