Muitos francanos têm dificuldade pra dormir; melatonina pode ajudar muito nisso

  • Roberto Pascoal
  • Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 22:00
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A melatonina é considerada relativamente segura em curto prazo, mas doses elevadas podem causar efeitos colaterais

A melatonina, conhecida popularmente como o “hormônio do sono”, tem ganhado cada vez mais espaço nas prateleiras das farmácias em Franca e nas prescrições médicas como alternativa para quem enfrenta dificuldades para dormir. Mas a questão que se coloca é: até que ponto ela realmente funciona e quando o seu uso é eficaz?

Produzida naturalmente pela glândula pineal, no cérebro, a melatonina regula o ciclo circadiano, responsável por indicar ao corpo quando é hora de dormir e acordar. O hormônio é liberado conforme a diminuição da luz natural, ajudando o organismo a se preparar para o descanso noturno. Porém, fatores como estresse, excesso de exposição às telas e horários irregulares podem desregular essa produção.

Os suplementos de melatonina, nesse contexto, aparecem como uma forma de repor ou estimular esse processo. Estudos mostram que ela pode ser útil em casos específicos, como no tratamento de distúrbios do sono relacionados a viagens longas (o chamado “jet lag”), em trabalhadores que atuam em turnos noturnos e em pessoas com condições clínicas que afetam a regulação do sono. Nesses cenários, há evidências de melhora na qualidade do descanso.

Tem que ajudar!

Por outro lado, especialistas alertam que a melatonina não deve ser vista como um “remédio milagroso” para insônia ou noites mal dormidas ocasionais. Em muitas situações, os problemas estão ligados a hábitos inadequados de higiene do sono — como o uso do celular antes de deitar ou a ingestão de cafeína em excesso —, que não são resolvidos apenas com o hormônio em cápsulas.

Além disso, o consumo indiscriminado pode trazer riscos. A melatonina é considerada relativamente segura em curto prazo, mas doses elevadas e uso prolongado ainda carecem de estudos conclusivos sobre possíveis efeitos colaterais. Entre os relatos mais comuns estão dores de cabeça, sonolência diurna e alterações de humor.

Assim, a melatonina pode sim ser eficaz, desde que usada de forma adequada e sob orientação médica. Mais do que depender de suplementos, a recomendação de especialistas continua sendo ajustar a rotina e manter hábitos saudáveis de sono, que seguem sendo a base para noites realmente reparadoras.


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