A melatonina é uma aliada quando bem indicada por profissional, mas não deve ser vista como uma solução universal.
A melatonina, conhecida como “hormônio do sono”, tem ganhado espaço nas prateleiras e nas conversas sobre saúde e bem-estar. Mas afinal, ela é realmente indicada para todos?
Segundo a nutricionista clínica e esportiva Thainara Gottardi, “a melatonina não é uma solução mágica para insônia ou cansaço. É um hormônio naturalmente produzido pelo nosso corpo e sua suplementação deve ser avaliada caso a caso”.
O papel da melatonina é regular o ciclo circadiano, ajudando o organismo a entender quando é hora de dormir e acordar. Ela age como um sinalizador biológico, preparando o corpo para o repouso.
Apesar de parecer inofensiva, o uso indiscriminado pode trazer riscos. “Nem todo mundo precisa suplementar. Em pessoas jovens e saudáveis, a produção natural costuma ser suficiente”, alerta.
Orientação profissional
A suplementação pode ser útil em situações específicas, como em trabalhadores noturnos, pessoas com jet lag ou em casos de distúrbios diagnosticados do sono. Nesses cenários, a melatonina pode ser uma ferramenta importante, mas sempre com orientação profissional.
A dosagem e o tempo de uso devem ser individualizados. “O excesso pode desregular ainda mais o ciclo do sono e causar efeitos indesejados, como sonolência diurna”, afirma. Outro ponto relevante é que a melatonina não substitui hábitos saudáveis.
“Dormir bem depende de rotina, ambiente adequado e alimentação equilibrada. O suplemento pode ajudar, mas não resolve sozinho”, diz Thainara.
A melatonina é uma aliada quando bem indicada, mas não deve ser vista como solução universal. “O ideal é buscar orientação profissional antes de iniciar qualquer suplementação”, conclui.