Embora sejam muito parecidas cada uma dessas frutas tem particularidades e trazem benefícios para as pessoas
Apesar de muita gente confundir laranja e mexerica, as duas frutas têm diferenças importantes que vão além do sabor e da aparência.
Ambas pertencem à família dos citros, são ricas em vitamina C e amplamente consumidas no Brasil, mas apresentam particularidades que as distinguem tanto no cultivo quanto no uso cotidiano.
A laranja, de formato mais arredondado e casca lisa, é a mais cultivada no país e base para a produção de sucos industriais e artesanais.
Possui sabor mais ácido e suculento, sendo utilizada também em receitas doces e salgadas. Entre suas variedades estão a laranja-pera, a lima, a baía e a seleta, cada uma com características próprias de doçura e acidez.
A mexerica — também conhecida em algumas regiões como tangerina, bergamota ou poncã — tem casca mais solta e fácil de retirar, o que a torna prática para o consumo in natura.
Seu sabor é geralmente mais doce e o aroma, mais intenso. Em relação à laranja, contém menos acidez e mais gomos, com sementes em maior quantidade dependendo da espécie.
No campo, as diferenças também aparecem. A laranja exige cuidados específicos para o controle de pragas e é cultivada em maior escala comercial, especialmente no estado de São Paulo, líder mundial na exportação do suco.
Já a mexerica, de colheita mais delicada, é mais comum em pequenas propriedades e em feiras livres.
Embora sejam “parentes próximas”, a laranja e a mexerica têm identidades próprias que influenciam desde o paladar até a forma de consumo.
Saber diferenciá-las é mais do que uma curiosidade: é reconhecer a diversidade das frutas cítricas que fazem parte da mesa e da economia brasileira.