Nomes novos e veteranos disputarão a prefeitura; divisão de votos pode crescer
A eleição do ano que vem para a Prefeitura de Franca está tomando ar de grande competitividade, a 11 meses do pleito, que poderá ser um dos mais equilibrados da história.
Nomes de esquerda e direita, possível disputa de gerações entre candidatos mais velhos e representantes da juventude e defensores da diversidade deverão surgir como opções para os francanos.
Acompanhe, em ordem alfabética, os possíveis candidatos a comandar Franca, uma cidade de 380 mil habitantes e orçamento de 1,4 bilhão, um dos principais municípios paulistas;
Alexandre Ferreira
O atual prefeito tem 56 anos de idade. É formado em Medicina Veterinária e terá como principal ponto da campanha à reeleição os feitos do mandato em curso. Terá a seu favor a máquina pública e recursos financeiros do partido, cujo presidente nacional é o deputado de Ribeirão Preto, Baleia Rossi, amigo de Alexandre.
Daniel Bassi
É o vereador mais jovem de Franca, com 32 anos de idade. Advogado por formação e presidente do Parlamento Regional de Franca, o parlamentar tem um estilo aguerrido e trabalha em causas populares, como a vinda do hospital público estadual, que está sendo construído, a volta dos voos comerciais a Franca, o asfaltamento da estrada do CDP. Não faz parte da base do atual prefeito e, como opositor, tem ganhado espaço. Teve quase 9,5 mil votos para deputado estadual e está na mira de vários partidos, mas pode se candidatar pela federação Cidadania-PSDB.
Flávia Lancha
A empresária de 64 anos é pessoa querida em Franca, filha do ex-prefeito e médico José Lancha Filho, exerceu cargo de secretária de Desenvolvimento de Franca. Foi para o segundo turno na última eleição a prefeito e teve expressiva votação para deputada federal no ano passado. É próxima de Gilberto Kassab, braço direito do governador Tarcísio. Como principal liderança do PSD na região, deverá ter recursos para a campanha e uma robusta chapa de vereadores.
Guilherme Cortez
O deputado estadual e advogado de 25 anos é o típico político de esquerda. Filiado ao PSOL, teve cerca de dez mil votos em Franca quando se elegeu deputado. Opositor do governador Tarcísio, deverá ter um apoio de peso: o PT. Este, no caso, poderá indicar o vice de Cortez. Tem também o apoio maciço da comunidade LGBTQUIA, o que lhe rendeu 35 mil votos fora de Franca. Tem bom discurso, é articulado.
Ilton Ferreira
Vereador de terceiro mandato, Ilton tem como trunfos o apoio da comunidade espírita e o fato de ser do PL, partido da deputada estadual Graciela, que não deve se candidatar a prefeita mas tem peso na disputa. Aos 55 anos, o parlamentar não esconde de ninguém a sua vontade de ser prefeito de Franca. Atualmente, é um dos maiores críticos do atual governo na Câmara de Franca.
João Rocha
Ex-vice-prefeito de Franca, João Rocha, por menos de dois mil votos, não foi para o segundo turno na eleição de prefeito. O empresário de 67 anos é filiado ao União Brasil e defende a bandeira das causas de direita, sendo fã declarado do ex-presidente Bolsonaro. Também faz muitas críticas ao atual prefeito de Franca e está na costura de apoios para dar mais robustez á sua candidatura.
Marcos Ferreira
Ex-prefeito de Patrocínio Paulista, na época pelo PT, tem o sonho, aos 52 anos, de comandar Franca. Filiado ao PSB, do ex-deputado federal Marco Ubiali, tem participado com frequência de grupos de cidadania e política de Franca e se colocado como pré-opção para o pleito. A envergadura de seu nome no contexto de Franca ainda é uma incógnita para todos.