Confira 9 hábitos tóxicos que te deixam dependente do celular

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 7 de julho de 2025 às 22:00
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Mexer no telefone enquanto outra pessoa fala e ignorá-la, além de assistir vídeos enquanto come são hábitos tóxicos com o celular que precisam ser revistos

O celular ajuda em diversas tarefas do usuário, mas hábitos tóxicos podem deixá-lo dependente do aparelho – foto Arquivo

 

O celular ajuda em diversas tarefas do usuário, mas hábitos tóxicos podem deixá-lo dependente do aparelho. Hoje, seja para uma pesquisa, um cálculo ou até como passatempo, a primeira opção é pegar o smartphone.

No entanto, o uso excessivo do dispositivo tem gerado comportamentos negativos no dia a dia, como levá-lo ao banheiro ou manuseá-lo deselegantemente durante uma conversa presencial.

Além disso, manter o telefone sempre por perto pode interferir na qualidade do sono e até na alimentação. Nas próximas linhas, confira nove hábitos tóxicos que te deixam dependente do celular.

1. Verificar notificações no início da manhã

Além de abrir os olhos, qual é a primeira coisa que você faz ao acordar? Para muitas pessoas, a resposta é correr para o celular e verificar as notificações.

Quando esse comportamento se repete diariamente, o cérebro se condiciona a entrar em um estado reativo, dependendo desse estímulo para funcionar.

Neste caso, tente deixar o telefone a uma distância segura durante a noite. Ao acordar, levante-se com calma e procure realizar outras atividades, como escovar os dentes ou tomar café, antes de pegar o aparelho.

2. Abrir aplicativos sem saber o porquê

Outro hábito tóxico é abrir aplicativos sem saber exatamente por quê. Isso é resultado de anos de repetição. O cérebro aprende a liberar dopamina sempre que um app é acessado, mesmo que você não veja nada de relevante.

A sensação de recompensa vem apenas do ato de desbloquear o celular e abrir qualquer ferramenta.

Por isso, um bom exercício é manter o dispositivo longe, pelo menos durante o horário de trabalho ou estudo, evitando interferências no foco.

3. Usar o telefone para evitar desconforto social

Muitas pessoas veem o celular como uma espécie de “capa de invisibilidade” em meio a outras pessoas. Embora a falta de traquejo social seja comum, o telefone acaba funcionando como válvula de escape.

Como quando alguém simula uma ligação falsa apenas para evitar uma conversa indesejada. Não se force a situações desconfortáveis, mas, se estiver com alguém de quem você gosta, tente evitar o uso do celular para valorizar o momento.

4. Mexer no telefone enquanto fala com alguém

Você pode nem saber o que é, mas com certeza pratica ou já praticou phubbing. O termo vem da junção das palavras “phone” (telefone) e “snubbing” (esnobar) e significa, como o nome sugere, ignorar o interlocutor.

Por mais que você garanta estar prestando atenção, você não está, e isso é extremamente deselegante com a outra pessoa.

Por isso, quando estiver conversando com alguém, deixe o celular sobre a mesa com a tela virada para baixo. Ou, se não estiver aguardando nada urgente, guarde-o no bolso, na mochila ou em outro lugar fora de vista.

5. Assistir Reels enquanto come

Assistir a Reels enquanto come é mais perigoso do que parece. O cérebro não consegue processar adequadamente os sinais de saciedade quando está dividido entre a comida e o celular.

Como consequência, seu corpo pode não perceber quando está satisfeito, levando a excessos alimentares ou a uma má digestão, além da menor absorção dos nutrientes.

Sabe aquela recomendação de não deixar crianças comerem em frente à TV? A lógica é a mesma. Deixe o celular de lado e aproveite a refeição com tranquilidade.

6. Levar o telefone para o banheiro

Levar o celular para o banheiro é outro hábito tóxico que precisa ser abandonado. Assistir a vídeos no Instagram ou jogar enquanto está no vaso sanitário não vai ajudar nas suas necessidades, muito pelo contrário.

Com o telefone nas mãos, o tempo passa sem que você perceba, e ficar muito tempo sentado pode causar problemas como hemorroidas.

Além disso, o aparelho se torna uma esponja de germes, que podem ser transferidos para outras partes do corpo, além das mãos.

7. Adormecer com o conteúdo ainda em reprodução

Adormecer com conteúdos em reprodução é um dos maiores vilões do sono. Por mais que a ideia de assistir a algo só para “pegar no sono” seja socialmente aceita, esse hábito traz consequências negativas a longo prazo.

A luminosidade da tela atrasa a liberação de melatonina pelo cérebro, e, como resultado, seu corpo perde a noção do horário de dormir.

Com isso, as noites de sono se tornam insuficientes e os horários ficam desregulados. Por sorte, celulares Android e iPhone (iOS) contam com ferramentas que permitem criar rotinas para a hora de dormir. Vale a pena usá-las.

8. Alimentar a câmera do telefone antes do estômago

Não é incomum abrir as redes sociais e se deparar com várias fotos de comida. Mas qual o sentido disso? Claro que não há problema em registrar momentos especiais, mas dar mais importância à foto do que à experiência de comer e se divertir pode ser preocupante.

A impressão que fica é que você está mais interessado em mostrar que esteve em determinado lugar do que em realmente aproveitar o momento.

Ninguém precisa saber se você prefere o restaurante A ou B, ou se seu hambúrguer tem duas ou três carnes. Curta a experiência e deixe as fotos para depois.

9. Pesquisar demais antes de comprar qualquer coisa

A variedade de produtos disponíveis na internet faz com que a busca pelo item perfeito vire um martírio, visto que tantas opções fazem a escolha ser difícil. Nesse caso, a dica é ser o mais direto possível.

Se você, por exemplo, precisa de um tênis novo, defina uma marca, um modelo e o seu orçamento. Assim, fica mais fácil decidir e evitar frustrações caso encontre o “produto perfeito” e ele não seja exatamente o que você esperava.

Fonte: TechTudo