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Casamento secreto volta à moda na pandemia! Entenda a nova “medida de proteção”

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 13 de junho de 2021 às 17:00
  • Modificado em 13 de junho de 2021 às 17:45
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A pandemia chegou e muitas cerimônias tradicionais, com 50, 100, 200 convidados precisaram ser remarcadas mais de uma vez.

casamento secreto

Pandemia fez com que muitas cerimônias tradicionais fossem adiadas mais de uma vez

 

Em 2019, antes mesmo da pandemia da Covid-19, popularizava-se no Brasil o elopement wedding ou casamento secreto, em tradução livre.

Um modelo de cerimônia sem convidados, em que participam apenas os noivos, o celebrante e uma pequena equipe para registrar o momento.

A pandemia chegou e muitas cerimônias tradicionais, com 50, 100, 200 convidados precisaram ser remarcadas mais de uma vez.

Neste contexto, o elopement wedding passou a ser uma opção atrativa e muito conveniente para noivos com pressa de oficializar a união. Além do ar totalmente intimista, a cerimônia também é mais econômica.

Quando ficaram noivos, Miryane Witt, 34 anos, e Bruno Witt, 30, imaginavam celebrar o enlace com uma festa para 200 convidados.

Mas os planos precisaram ser ajustados e os dois se casaram em uma cerimônia secreta em 6 de maio.

A celebração ocorreu no espaço de eventos Patú Anú, em uma área ao ar livre e tudo foi organizado em apenas 35 dias.

Os familiares só souberam dias depois, quando receberam pelos Correios um cartão com um QR Code, onde conseguiram assistir um vídeo dos preparativos e da cerimônia.

“Ficamos muito satisfeitos. Conseguimos dividir esse momento com pessoas que gostam da gente de uma maneira especial”, conta Miryane.

“Foi um dia nosso. A gente aproveitou cada momento”, concorda Bruno.

A empresária de Goiânia e o especialista em investimentos de Alegrete, cidade do interior do Rio Grande do Sul, se conheceram no Aeroporto de Brasília, onde cada um deles estava de passagem para compromissos de trabalho.

Eles contam que foi amor à primeira vista e a capital se tornou especial para os dois.

Um casamento tradicional implicaria em um deslocamento entre cidades para os convidados, o que, diante da ameaça de contaminação pelo coronavírus, não era uma opção.

Além disso, os dois combinaram não falar sobre o casamento antes que ele acontecesse para não desagradar os familiares que, provavelmente, julgariam os motivos do casal.

“Se acontece alguma coisa com os convidados, me sentiria responsável. Primeiro, a gente estava esperando a pandemia passar. Mas a crise de saúde foi se alongando e achamos melhor casar logo”, conta Miryane.

Apenas quatro pessoas da família dos noivos souberam dos planos. Os demais foram comunicados pelo cartão virtual.

A mãe da noiva foi avisada antes e recebeu a missão de confeccionar o vestido de casamento.

O irmão de Miryane também, sócio dela em uma empresa de filmagem, ele ficou responsável por registrar a cerimônia.

O irmão de Bruno e a cunhada dele, que moram em Brasília, foram os outros dois únicos convidados.

“Com essa quantidade de pessoas, não desrespeitamos nenhum decreto, não promovemos aglomeração e não colocamos ninguém em risco”, explica a empresária.

O formato inovador agradou aos familiares e amigos. O casal conta que recebeu muitas mensagens carinhosas.

“Eu estava muito ansioso porque a minha família mora no Sul e a carta demorou para chegar para eles. A minha mãe adorou o vídeo e mandou um áudio chorando muito. Ela ficou muito emocionada, mas entendeu que não teria como ser de outra forma”, contou Bruno.

*Informações Metrópoles


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