Casal que se conheceu no carnaval e está junto há 74 anos diz o que faz amor durar

  • Dayse Cruz
  • Publicado em 20 de fevereiro de 2023 às 12:00
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Carlos Frigério, 96 anos, e Diva, de 92, de Santos (SP), afirmaram que ‘amor, sinceridade, honestidade e confiança’ são os ingredientes da receita para a relação que já dura 74 anos

Carlos e Diva se conheceram em um evento de carnaval e estão juntos há 74 anos – foto Arquivo Pessoal

 

Amor, sinceridade, honestidade e confiança são os ingredientes da receita para 74 anos de casamento, segundo os aposentados Carlos Frigério, de 96 anos, e Diva Aguiar Frigério, de 92, que estão juntos desde 1949 e começaram o relacionamento após se conhecerem em um evento de carnaval em Santos, no litoral de São Paulo.

Diva afirmou que não acreditava que o relacionamento deles seria duradouro pois o marido tinha ‘fama de malandro’. Já Carlos disse que sempre acreditou. “Ela é minha companheira, escolhi a dedo. Foi feita para mim”.

De acordo com ele, o principal segredo para o relacionamento duradouro é o amor que existe entre os dois.

“Tudo que nós pensamos juntos nós realizamos. Constituímos uma família e essa família nos deu muita felicidade”.

Diva acrescentou que, além do amor, a sinceridade e honestidade também são importantes para boa relação do casal.

“É um caminhão de coisas boas que tem na vida. O amor, as alegrias, a dedicação dele como esposo e pai. Companheirismo desses 74 anos bem vividos”.

A filha do casal, Yonne Frigério Lemos, de 70 anos, disse que os pais sempre foram muito parceiros e que são um exemplo e espelho para ela. “Eles adoravam carnaval. Meu pai saia nos blocos, pulavam carnaval sempre juntos”.

Carlos e Diva casaram-se em 15 de janeiro de 1949 na Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré. Além de Yonne, o casal teve um outro filho que morreu durante a pandemia de Covid-19. “Para eles está sendo muito difícil ainda, mas eles têm cinco netos e nove bisnetos”.

Casal revelou o que faz com que o amor entre os dois dure até hoje – foto Arquivo Pessoal

 

Yonne contou que o pai trabalhou até os 93 anos. “Os dois são muito companheiros, onde um vai, o outro vai. Minha mãe sempre o acompanhou porque ele sempre trabalhou”.

“O último emprego dele foi em São Paulo, parou de trabalhar depois da pandemia, ia e voltava todo dia, de segunda a sexta-feira. Ele sempre gostou muito de trabalhar, não conseguia ficar sem fazer nada”.

Comemoração

Para comemorar os 74 anos de casamento dos pais, Yonne organizou um almoço especial com a presença dos filhos e da cunhada.

“Minha mãe estava mal-humorada porque eu não tinha falado nada que iria fazer almoço para eles, mas, depois, ficou tão feliz. Ela achou que eu tinha esquecido. Ficaram felizes”.

Yonne relembrou, ainda, um momento especial na vida dos pais, a lua de mel na Argentina.

“Eles contam e minha mãe brinca muito [com isso] porque ele [pai] fez questão de ir no túmulo de Carlos Gardel”. A mãe não se conforma e se diverte com isso, com o fato de ter ido a cemitério durante a lua de mel. “Ela fala [da viagem] com muito carinho”.

“Sempre gostaram de viajar, estar com os amigos. Hoje, eles não fazem nada, mas ficam juntos, assistem TV juntos, um vai dormir e o outro vai atrás, mas os dois graças a Deus estão bem”, finalizou.

*Informações G1


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