Câmara intercede para tentar reverter demissão de interlocutores de libras

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 27 de julho de 2017 às 11:30
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 18:16
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Promotor orientou pais a procurarem a Defensoria Pública e denunciarem desassistência a deficientes auditivos

Uma decisão do Governo do Estado de São Paulo, via Secretaria da Educação, demitiu cerca de 80 dos 100 professores interlocutores da rede pública. Eles têm a função de inserir deficientes auditivos na rede estadual de ensino por meio da linguagem de libras. Os pais e responsáveis dos alunos, preocupados com a situação, procuraram ajuda na Câmara Municipal.

Por se tratar de um assunto de competência do Estado, não há muito o que os vereadores fazerem, a não ser dialogar e tentar demonstrar a importância dos interlocutores.

Outra medida do Poder Legislativo foi agendar uma reunião com o promotor de Justiça Fernando de Andrade Martins, que cuida da área de pessoas com deficiência no Ministério Público, e Carolina Malta Campos Passos, presidente da Apada (Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos) de Franca.

Na reunião, realizada nesta quarta-feira, a entidade ressaltou a importância dos intermediadores. A Apada representa atualmente 1889 deficientes auditivos de Franca, entre crianças, jovens e adultos. O Censo de 2010 aponta que, na cidade toda, mais de 32 mil pessoas têm algum tipo de deficiência auditiva.

Na ocasião, o promotor orientou os pais e responsáveis das crianças que estão desassistidas do intermediador a procurar a Defensoria Pública, que pode acionar judicialmente o Estado.

Os vereadores deverão procurar também a Assembleia Legislativa, pela comissão que cuida das pessoas com deficiência, para denunciar a atitude da Secretaria de Educação.


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