compartilhar no whatsapp
compartilhar no telegram
compartilhar no facebook
compartilhar no linkedin
Promotor orientou pais a procurarem a Defensoria Pública e denunciarem desassistência a deficientes auditivos
Uma decisão do Governo do Estado de São Paulo, via Secretaria da Educação, demitiu cerca de 80 dos 100 professores interlocutores da rede pública. Eles têm a função de inserir deficientes auditivos na rede estadual de ensino por meio da linguagem de libras. Os pais e responsáveis dos alunos, preocupados com a situação, procuraram ajuda na Câmara Municipal.
Por se tratar de um assunto de competência do Estado, não há muito o que os vereadores fazerem, a não ser dialogar e tentar demonstrar a importância dos interlocutores.
Outra medida do Poder Legislativo foi agendar uma reunião com o promotor de Justiça Fernando de Andrade Martins, que cuida da área de pessoas com deficiência no Ministério Público, e Carolina Malta Campos Passos, presidente da Apada (Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos) de Franca.
Na reunião, realizada nesta quarta-feira, a entidade ressaltou a importância dos intermediadores. A Apada representa atualmente 1889 deficientes auditivos de Franca, entre crianças, jovens e adultos. O Censo de 2010 aponta que, na cidade toda, mais de 32 mil pessoas têm algum tipo de deficiência auditiva.
Na ocasião, o promotor orientou os pais e responsáveis das crianças que estão desassistidas do intermediador a procurar a Defensoria Pública, que pode acionar judicialmente o Estado.
Os vereadores deverão procurar também a Assembleia Legislativa, pela comissão que cuida das pessoas com deficiência, para denunciar a atitude da Secretaria de Educação.