Aumenta o número de mortes entre a população não vacinada no estado de São Paulo

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 22 de maio de 2021 às 06:30
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Aguardando a vacinação para suas idades, a população mais jovem viu crescer os números absolutos e percentuais de óbitos no último mês

Os registros apontam um aumento percentual de mais de 50%, chegando até a 73%, no número de óbitos por Covid-19 de pessoas mais jovens, na faixa etária entre 20 e 59 anos.

O número é um pouco menor na faixa dos 60 aos 69 anos.

Esses dados são contabilizados pelos Cartórios de Registro Civil de São Paulo no mês de abril, o segundo pior desde o início da pandemia no estado de São Paulo.

E indicam de maneira clara que a vacinação em massa da população é o melhor caminho para a crise de saúde pública causada pelo novo coronavírus.

Vacinação

Ainda aguardando o cronograma de vacinação para suas idades no estado, a população mais jovem viu crescer os números absolutos e percentuais de óbitos no último mês.

Principalmente quando comparados a março deste ano, o mês com maior número de mortes causadas pelo novo coronavírus em São Paulo, e também em relação à média de mortes de sua faixa etária desde o início da pandemia.

Os números constam do Portal da Transparência de Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País.

Cartórios

O portal é administrado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

Em São Paulo, a faixa etária que registrou o maior percentual de aumento em relação à média desde o início da pandemia foi a da população entre 30 e 39 anos, com crescimento percentual de 73% no número de óbitos em abril na comparação com o período que vai de março de 2020 a março de 2021.

Absolutos

Os números absolutos de falecimentos desta faixa etária também aumentaram em abril, passando de 980 em março para 1.116 no último mês, mesmo com a diminuição no total de mortes causadas pela doença em relação a março de 2021.

Na sequencia, a faixa etária que vai dos 40 aos 49 anos viu o aumento do número de óbitos crescer 66% em relação à média para esta faixa etária desde o início da pandemia.

O crescimento também se deu nos números absolutos em relação a março, passando de 2.188 para 2.287.

Etárias

Outras faixas etárias que registraram crescimento foram as de pessoas entre 20 e 29 e 50 e 59 anos.

Para os mais jovens, houve um aumento percentual de 53% em relação à média desde o início da pandemia e, em números absolutos, passando de 262 em março para 281 óbitos em abril.

Já para a população entre 50 e 59 anos, os óbitos aumentaram 56% em relação à média para a idade desde o começo da pandemia, passando de 3.679 em março para 4.109 em abril.

Patamar

Ainda em crescimento, mas em patamares inferiores, a população entre 60 e 69 anos registrou aumento de mortes de 24% em relação à média desta idade no período, e um aumento de falecimentos passando de 5.600 em março para 6.098 em abril.

Nas demais faixas etárias, já vacinadas, o número de óbitos caiu em relação à média da idade desde o início da pandemia, reduzindo 8% na faixa entre 70 e 79 anos, 58% entre 80 e 89 anos, e 70% na população entre 90 e 99 anos.

Ranking Estadual

Os números do Estado de São Paulo estão à frente da média nacional em todas as faixas etárias. Entre a população da faixa etária de 20 a 29 anos, o crescimento percentual paulista foi de 53%, enquanto no País foi de 38%.

Na faixa que vai dos 30 aos 39, São Paulo viu os óbitos crescerem 73%, enquanto o Brasil registrou aumento de 56%. O cenário se repetiu nas faixas de 40 a 49 anos, 66% x 57%, 50 a 59 anos, 56% x 54%, e 60 a 69 anos, 24% a 22%.

Todos os Estados brasileiros registraram aumento de óbitos na faixa entre 40 e 49 anos na comparação com a média desta idade desde o início da pandemia e 15 deles estiveram acima da média nacional.

Crescimento

À frente deste ranking está o Rio Grande do Norte, que registrou aumento de 154%, seguido por Santa Catarina, aumento de 118%, Sergipe, crescimento de 101%, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, aumento de 94%.

Rio de Janeiro, com 66%, e Distrito Federal, com 58%, também estiveram acima da média nacional.

Já na faixa etária entre 30 e 39 anos, 21 Estados, registraram crescimento em abril em relação à média do período, sendo que 12 deles acima da média nacional.

Lista

Os aumentos foram maiores nos Estados do Mato Grosso do Sul (103%), Goiás (97%), Rio Grande do Norte (94%), Mato Grosso (92%) e Distrito Federal (90%). A lista tem ainda Paraná (75%), Minas Gerais (67%) e Rio de Janeiro (59%).

Na última faixa com crescimento nacional acima de 50%, entre 50 e 59 anos, novamente todos os Estados brasileiros registraram crescimento, sendo 16 deles acima da média nacional.

Os maiores aumentos foram nos Estados do Rio Grande do Norte (152%), Pará (105%), Rio Grande do Sul (80%) e Acre (73%). O Paraná registrou aumento de 59%, Distrito Federal, de 58%, e Rio de Janeiro de 54% nesta faixa etária.

Sobre a Arpen/SP

Fundada em fevereiro de 1994, a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen/SP) representa os 836 cartórios de registro civil.

Estes Cartórios atendem a população em todos os 645 municípios do Estado, além de estarem presentes em outros 169 distritos e subdistritos, realizando os principais atos da vida civil de uma pessoa: o registro de nascimento, casamento e óbito.


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