Atuar no mercado de beleza é aproveitar chances de expansão para faturar bem

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 22 de março de 2026 às 19:00
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Avanço do autocuidado e força do franchising impulsionam um dos setores mais promissores do Brasil: o da estética e beleza

O mercado de estética e beleza no Brasil vive um momento de expansão consistente, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor.

Esse movimento já se reflete diretamente nos números: segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor faturou R$ 301,7 bilhões em 2025, avanço de 10,5% em relação ao ano anterior.

Dentro desse cenário, o segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar se consolidou como o segundo maior do franchising brasileiro, movimentando R$ 74,3 bilhões e registrando alta de 14,6% no período.

Esse avanço é sustentado por três fatores principais: a transformação do autocuidado em hábito recorrente, o aumento da profissionalização dos serviços com uso de tecnologia e a expansão de modelos escaláveis, como o franchising, que aceleram a presença das marcas no país.

Estratégia

Diante desse cenário, o desafio deixa de ser apenas entender por que o setor cresce e passa a ser como transformar essa demanda em um negócio sustentável.

Para Leyde Ludwig Pereira, cofundadora e CEO da LypeDepyl, rede especializada em depilação a laser, despigmentação de tatuagens e Peeling de Hollywood, que faturou R$ 25 milhões em 2025 e já soma mais de 30 unidades, aproveitar esse movimento exige estratégia e consistência.

“O autocuidado passou a fazer parte da rotina das pessoas, o que aumenta a frequência de consumo. Mas não basta acompanhar essa demanda, é preciso estruturar o modelo. Quando há continuidade, consistência na entrega e uma boa experiência, o crescimento se sustenta no longo prazo”, afirma.

A executiva listou quatro dicas de como transformar o crescimento do setor em oportunidade de negócio, confira:

Apostar em serviços recorrentes

Antes de investir, é importante analisar o mercado local para entender quais serviços já são oferecidos, quais têm maior demanda e onde existem lacunas.

Mapear concorrentes diretos e observar preços praticados e formatos de atendimento ajudam a identificar oportunidades reais de diferenciação, seja no tipo de serviço, na experiência ou na conveniência.

“Avaliar o que pode ser inovado, seja no formato, no tipo de serviço ou na experiência, é o que define se o negócio terá relevância na rotina do consumidor”, explica Leyde.

Investir em tecnologia e protocolos

Mais do que adquirir equipamentos, é ideal garantir consistência na entrega. Isso passa por escolher tecnologias já validadas, definir protocolos claros de atendimento e treinar a equipe para executar o serviço de forma padronizada.

“Criar um passo a passo do atendimento, do primeiro contato ao pós procedimento, reduz erros e aumenta a confiança do cliente, afirma

Segundo ela, “isso envolve escolher tecnologias já validadas no mercado, padronizar os procedimentos e treinar a equipe para que a entrega seja a mesma em todos os atendimentos. Falhas na execução impactam diretamente na confiança do cliente e na sua decisão de retorno”, afirma.

Estruturar o negócio para expansão

Pensar em crescimento desde o início faz diferença. Documentar processos desde os primeiros atendimentos, criar padrões de operação, definir indicadores simples como taxa de retorno e ticket médio, e organizar rotinas de gestão são passos fundamentais para permitir expansão no futuro.

“Isso significa documentar processos, definir padrões claros de atendimento, acompanhar indicadores e garantir que a operação funcione de forma independente de uma única pessoa. Negócios que dependem exclusivamente do dono ou de profissionais específicos tendem a ter dificuldade para crescer”, orienta.

Priorizar experiência e fidelização

“A retenção começa nos detalhes, como garantir um agendamento fácil, online e rápido, ter uma comunicação clara sobre o procedimento, realizar orientação após o atendimento e manter o contato ativo para continuidade do serviço são ações que aumentam o retorno do cliente”, diz ela.

“Pequenos ajustes na jornada têm impacto direto na decisão de voltar ou não. A fidelização não acontece só pelo resultado do procedimento, mas pela forma como o cliente se sente durante toda a jornada” completa.