Arquiteto mostra o segredo de banheiro bonito, seco e sem dor de cabeça

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 17:00
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Entenda porque esse processo deve ser planejado e executado com atenção para garantir durabilidade e segurança nas reformas

Projeto do Atelier Paulo Tripolini (Foto: Adriano Escanhela)

A impermeabilização é muito importante para o banheiro e acaso não seja feita ou seja feita de forma inadequada, os prejuízos podem aparecer em pouco tempo seja nas paredes, no teto do vizinho ou até nas instalações elétricas

Está construindo ou reformando o banheiro? Então, não se esqueça de impermeabilizar as áreas molhadas. Embora essa etapa previna infiltrações, mofo e danos estruturais causados pela umidade, ela ainda é bastante negligenciada.

Segundo o arquiteto Paulo Tripoloni, à frente do Atelier Paulo Tripoloni, investir em uma boa impermeabilização é proteger o imóvel a longo prazo.

“O banheiro é um dos espaços mais críticos da casa por causa da umidade constante. Qualquer falha na impermeabilização pode causar vazamentos que, além de afetar o conforto, geram prejuízos difíceis de reparar”, explica.

Por essa razão, o profissional detalha informações importantes:

“É mesmo necessário?”

Além de evitar infiltrações, a impermeabilização  contribui para a saúde e o conforto dos moradores | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: Rafael Renzo

Embora muitas vezes seja vista como um gasto extra, a impermeabilização é um investimento que evita dores de cabeça futuras com vazamentos e infiltrações capazes de comprometer todo o banheiro.

“Vale lembrar que o custo para refazer uma impermeabilização depois de o banheiro estar pronto é muito maior do que o valor gasto na execução correta desde o início”, reforça Paulo Tripoloni.

Por isso, tratar a impermeabilização com o mesmo nível de importância que o revestimento ou a marcenaria é garantir tranquilidade e durabilidade para o imóvel.

Ao menor sinal de que algo pode estar errado, como o aparecimento de manchas escuras nas paredes ou no teto, mofo, odor de umidade e pintura descascando, é preciso investigar a origem antes que o problema se agrave.

“Quanto antes o reparo for feito, menor será o prejuízo. Em alguns casos, é possível corrigir apenas pontos localizados, mas se o sistema estiver comprometido, será necessário refazer toda a impermeabilização”.

“E quando começar?”

Segundo o arquiteto, o segredo de uma boa impermeabilização está no planejamento desde o projeto, antes mesmo de se iniciar o assentamento de pisos e revestimentos. É nesse momento que é fundamental prever a aplicação correta de mantas, argamassas ou produtos impermeabilizantes em todas as áreas sujeitas ao contato com a água.

“As áreas molhadas como como o box, o entorno do ralo e as paredes próximas a chuveiros e banheiras, precisam dessa atenção especial”, destaca.

A impermeabilização criará uma barreira para impedir a passagem da água para as estruturas da edificação, garantindo mais longevidade ao revestimento e evitando problemas no pós-obra.

“Mas e quando o banheiro já está pronto?”

Também é possível fazer a impermeabilização em banheiros já existentes, mas o processo é mais complexo. “Nesses casos, é preciso remover o revestimento para acessar a base, corrigir eventuais falhas e aplicar novamente o sistema impermeabilizante”, orienta Paulo Tripoloni.

O profissional reforça que cada caso deve ser avaliado individualmente e que o acompanhamento técnico é essencial para garantir a eficácia da intervenção sem comprometer a estrutura.

Tipos de impermeabilização

Existem diferentes métodos de impermeabilização, e a escolha depende do tipo de substrato e do uso do ambiente. Entre as opções mais comuns estão:

Manta asfáltica: muito utilizada em pisos e lajes. Forma uma camada contínua e resistente à umidade;

Argamassa cimentícia: utilizada em paredes e áreas internas de banheiros. É uma mistura pronta aplicada sobre o concreto ou a alvenaria;

Impermeabilizantes líquidos: indicados para áreas menores. São produtos prontos que criam uma película protetora flexível.

Paulo explica que há outros sistemas disponíveis, cada um com indicações e normas específicas do fabricante. “É fundamental utilizar o sistema correto para cada situação e seguir à risca as recomendações. Um erro simples, como não respeitar o tempo de cura, pode comprometer todo o trabalho”, comenta o arquiteto.

Em ralos e cantos é recomendável aplicar reforço com tela estruturante ou aumentar o número de demãos | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: Rafael Renzo

Mas, antes de colocar a mão na massa também vale lembrar das normas técnicas específicas, nesse caso, a NBR 9575 e a NBR 9574, que estabelecem critérios para cada tipo de sistema e orientam sobre a forma correta de aplicação, preparo de superfície e ensaios de verificação.

“Seguir as normas não é burocracia. Elas existem para evitar falhas que comprometem toda a obra. Quando o serviço é feito conforme as orientações técnicas, o resultado é duradouro e seguro”, afirma ele.

Testes e manutenção

Após tudo isso, evite perfurações em paredes ou pisos impermeabilizados para não comprometer a camada protetora | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: Adriano Escanhuela

Após a aplicação, deve-se realizar o chamado teste de estanqueidade, que consiste em encher o piso com água e observar se há vazamentos durante um período de 72 horas. É somente após essa etapa que o revestimento pode ser assentado.

Segundo Paulo, essa verificação é indispensável para evitar retrabalhos e prejuízos futuros. “Muitas pessoas pulam essa fase por achar que é perda de tempo, mas é justamente ela que comprova se o serviço foi bem executado”, afirma.

Além desses cuidados, realizar uma manutenção periódica ajuda a manter a eficiência ao longo do tempo e a identificar trincas ou outros sinais de problemas que podem surgir.

Sobre o Atelier de Arquitetura Paulo Tripoloni

Para o arquiteto Paulo Tripoloni, nascer na maior cidade da América Latina o fez refletir, desde cedo, sobre o lugar do homem nas cidades – o morar, o viver e o trabalhar.

Morar em São Paulo despertou nele o olhar atento aos detalhes, necessidades e a força que a urbanidade trazia.

Encontrou na arquitetura minimalista uma de suas inspirações para realizar projetos que buscam atender às necessidades da vida contemporânea por meio de ambientes funcionais, belos e ecologicamente responsáveis que conectem cada cliente ao que, de fato, é essencial para cada um.

Instagram: @paulotripoloni

Site: www.paulotripoloni.com.br


+ Casa e Decoração