Aplicação de vacina contra Covid no Brasil começará pelos grupos de risco

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  • Publicado em 27 de junho de 2020 às 15:52
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 20:54
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Governo produzirá dois lotes com 15,2 milhões de doses cada, em dezembro de 2020 e janeiro de 2021

​A vacina contra o novo coronavírus, desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca, será aplicada inicialmente em pessoas que pertencem ao grupo de risco da doença, como idosos e pacientes com comorbidades.

Grupos de maior exposição ao vírus também serão vacinados na primeira fase.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correa de Medeiros, com 100 milhões de vacinas, seria possível imunizar todos os idosos, pessoas com comorbidade, profissionais de saúde, professores, indígenas, detentos e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, além de profissionais de segurança pública e resgate, e motoristas do transporte público.

“A nossa parceria é uma encomenda de tecnologia e existe um risco associado a ele. O mundo inteiro está testando e avaliando a eficácia dessa vacina. Se ela não se apresentar eficiente, teremos um avanço tecnológico, mas, obviamente, não iremos aplicar na população algo que não existe eficácia comprovada”, afirmou o secretário-executivo do ministério, Elcio Franco.

Com a parceria, o Brasil assume financeiramente os riscos de a vacina não apresentar a devida eficácia na imunização contra o coronavírus. 

Os exames em laboratório, entretanto, foram promissores; e a vacina já está apta a ser testada em seres humanos.


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