Álbum e figurinhas da Copa têm mais de 70% das reclamações no Procon-SP

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 15 de junho de 2026 às 12:00
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Entre os principais problemas relatados estão atrasos na entrega, não recebimento dos produtos adquiridos, divergência entre o item anunciado e o entregue

Com o boom na procura por produtos temáticos, os álbuns e as figurinhas da Copa do Mundo 2026 entraram no radar dos órgãos de defesa do consumidor (Foto Panini)

 

Com o boom na procura por produtos temáticos, os álbuns e as figurinhas da Copa do Mundo 2026 entraram no radar dos órgãos de defesa do consumidor.

De acordo com o Procon-SP, esses dois itens concentraram mais de 70% das queixas registradas na entidade no mês passado relacionadas ao evento esportivo.

Em maio, a plataforma de atendimento da autarquia contabilizou 708 demandas ligadas à Copa do Mundo — destas, 521 (ou 73,5%) envolveram especificamente a compra, venda ou troca de figurinhas e álbuns.

Houve um salto em relação aos meses anteriores: em março, foram registradas apenas 19 queixas, número que subiu para 63 em abril.

Entre os principais problemas relatados pelos colecionadores e investidores do segmento estão o atraso na entrega, o não recebimento de produtos adquiridos, divergências entre o item anunciado e o entregue, cobranças indevidas e dificuldades para obtenção de reembolso.

Alerta de golpes

Entre as reclamações na autarquia, parte é sobre a comercialização de produtos sem procedência comprovada. O Procon-SP alerta que a busca por itens raros ou de edição limitada pode aumentar a exposição dos consumidores a práticas irregulares e golpes.

A maioria das ocorrências está concentrada em transações no ambiente digital, como marketplaces, redes sociais e aplicativos de mensagens (WhatsApp e Telegram), canais que tradicionalmente registram forte aumento durante grandes eventos esportivos.

O que fazer?

Para evitar que a torcida se torne um prejuízo ou dor de cabeça, o Procon-SP orienta que os consumidores adotem algumas medidas preventivas:

– Verificar a reputação da empresa ou vendedor antes de efetuar o pagamento;
– Conferir se o fornecedor disponibiliza informações de identificação e canais de atendimento;
– Evitar negociações realizadas exclusivamente por aplicativos de mensagens sem garantias de segurança;
– Desconfiar de promoções com valores muito inferiores aos praticados pelo mercado;
– Guardar comprovantes, anúncios e demais registros da negociação;
– Observar as condições de troca, devolução e prazo de entrega informado pelo fornecedor.

No caso específico de figurinhas, álbuns e demais itens colecionáveis, o órgão recomenda atenção redobrada quanto à origem dos produtos e à confiabilidade do vendedor.

Consumidores que tiverem seus direitos desrespeitados podem buscar orientação e registrar reclamações pelos canais oficiais de atendimento da autarquia.

Fonte: Valor Investe


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