Enquanto há uma ideia difundida de que o amor intenso tem prazo de validade, estudo comprova o contrário
É comum pensar que o amor romântico intenso vivido por duas pessoas no início de um relacionamento diminui com o passar do tempo, até que, se o relacionamento durar, o que fica é um sentimento menos intenso e mais fraternal. Existem até aqueles que afirmam que o amor romântico intenso tem inclusive um prazo de validade – normalmente acaba até os três primeiros anos de relacionamento, e dificilmente dura mais do que isso. Apesar destas afirmações serem difundidas, o amor pode sim durar para sempre. E existem até mesmo pesquisas científicas que explicam o fenômeno.
De acordo com um estudo realizado pela Universidade Stony Brook em Nova York, nos EUA, e publicado pela revista Social Cognitive and Affective Neuroscience, foram encontradas semelhanças no cérebro entre pessoas que vivem um novo romance e casais que estão juntos há muitos anos através de análises de ressonância magnética.
Na pesquisa, voluntários apresentaram respostas neurológicas ao olharem imagens da pessoa amada independente do tempo de relacionamento. A diferença, no entanto, foi notada nas regiões do cérebro, que mudavam de acordo com a estabilidade da relação.
Quem estava na fase de paixão e empolgação típica de namoros recentes mostrou atividade nas regiões relacionadas à ansiedade, tensão e obsessão. Já quem se encontrava em relações duradouras exibiu atividades neurológicas em regiões relacionadas ao apego e ligação afetiva.
A sensação de recompensa, de acordo com o estudo, é bastante semelhante em ambos os casos e a única diferença estaria nas regiões do cérebro em que a atividade ocorria. Portanto, saiba que por mais que o relacionamento passe por mudanças de sentimentos ao longo dos anos, eles podem sim ser muito duradouros.