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Para participar, estados e municípios devem fazer a adesão ao programa – prazo vai do dia 10 até 31/12
O Ministério da Educação (MEC) lançou
nesta quarta-feira, 27 de novembro, o Programa Escola do Adolescente, que vai
oferecer, por meio de uma plataforma digital, formação e apoio técnico a
professores e gestores de escolas públicas.
O objetivo é melhorar o desempenho de
estudantes nos anos finais do ensino fundamental, ou seja, do 6º ao 9º ano. “O
ensino fundamental 2 é uma das etapas que tem tido menos política, que tem sido
menos pensada. Temos muita coisa para o ensino médio, para a alfabetização,
para anos iniciais do 1º ao 5º ano do ensino fundamental”, diz o ministro da
Educação, Rossieli Soares, durante o lançamento em Brasília. “É preciso trazer
oportunidade de apoiar as escolas nessa etapa”, complementou.
Para participar, estados e municípios
devem fazer a adesão ao programa. O prazo começa no dia 10 de dezembro e vai
até o dia 31. Em seguida, as escolas farão a adesão, de 11 a 31 de dezembro.
Todas as escolas com anos finais do
ensino fundamental poderão participar. Para as 13 mil escolas públicas com alto
índice de vulnerabilidade, ou seja, com mais de 50% dos alunos com Bolsa
Família, o MEC vai repassar R$ 360 milhões, no âmbito do programa Novo Mais
Educação.
Os recursos deverão ser usados para ampliar
o tempo dos estudantes na escola e para que as escolas implementem programas
para a aprendizagem. Do total, R$ 220 milhões serão repassados ainda em 2018.
Em 2019, serão repassados, os R$ 140 milhões restantes.
Desempenho
e avaliação
Segundo o MEC, a plataforma vai
oferecer instrumentos para tornar as aulas mais atrativas. Além de acesso a
materiais específicos, que ajudarão gestores e professores tanto nas aulas
quanto a entenderem melhor os estudantes, as escolas terão acesso a um
diagnóstico detalhado com o desempenho dos estudantes, taxa de aprovação, entre
outros dados.
A plataforma fornecerá ainda
instrumentos para a realização de avaliações de matemática e português dos
estudantes nos anos finais. Estarão disponíveis ferramentas de escuta da percepção
que os estudantes têm sobre o ambiente escolar. Além de uma área de
compartilhamento de boas práticas. “Sabemos pouco a respeito de como o
adolescente aprende, o que caracteriza esse adolescente, a plataforma servirá
para a formação e fortalecimento da gestão pedagógica e apoio a gestão”, diz a
secretária de Educação Básica da pasta, Kátia Smole. “Queremos trazer para o
centro da conversa uma palavra às vezes esquecida: aprendizagem. Os estudantes
precisam aprender na escola”.
Soares assinou hoje a portaria que
institui o programa. Segundo Kátia, o governo atual deixará, para a equipe do
presidente eleito Jair Bolsonaro, tudo organizado para que a plataforma comece
a ser usada nas escolas a partir de 2019. “Estamos deixando a plataforma,
ferramenta de gestão, roteiro de trabalho, constituição de rede de governança,
para que as redes e as escolas possam começar 2019 com insumo bastante grande
para dar continuidade a esse programa”, disse.
Indicadores
Os indicadores educacionais mostram
que o desempenho dos estudantes tem queda nos anos finais do ensino
fundamental, intensificando no ensino médio – etapa com os piores indicadores.
Ao final do ensino fundamental, de acordo com os últimos dados disponíveis, em
2017, 45% das escolas não alcançaram a meta do Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (Ideb).
Além disso, de cada 100 alunos, cinco
concluíram a etapa com o aprendizado adequado em português e três em
matemática, de acordo com parâmetros do MEC. Na rede pública, 14,5% dos
estudantes reprovam ou abandonam os estudos no ensino fundamental nas escolas
públicas.