Reação: Venda de imóvel usado cresce 38,52% em julho, no Estado de SP

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  • Publicado em 6 de setembro de 2018 às 21:04
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 18:59
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Melhora acontece após 3 meses no vermelho; resultado é o melhor registrado até agora em 2018

Depois de três meses no vermelho, as vendas de imóveis usados cresceram 38,52% em julho na cidade de São Paulo, melhor resultado registrado este ano pela pesquisa feita mensalmente pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP). De janeiro a julho, o saldo acumulado de vendas é positivo em 34,29%.

Do total de imóveis vendidos em Julho pelas imobiliárias pesquisadas, 70,73% eram apartamentos, e mais da metade (53,66%) custando até no máximo R$ 400 mil. A distribuição das vendas por faixas de preço apontou que 69,62% das casas e apartamentos negociados nas 282 imobiliárias pesquisadas tinham preço médio de até R$ 6.000,00 o metro quadrado.

O presidente em exercício do Cofeci – Conselho Federal de Corretores de Imóveis, José Augusto Viana Neto, acredita que o bom desempenho das vendas veio de “tratativas que estavam em andamento há meses. Com as férias, os pretensos compradores obtiveram um tempo maior para finalizar as negociações.” Ele acrescenta que a decisão de compra não é imediatista e que, neste caso, julho foi o mês do desenlace de prospecções e conversações que vinham se alongando.

“Não há uma regra geral nem um mês preferencial para o fechamento de vendas no mercado de usados, e o que aconteceu em julho pode ou não se repetir no ano que vem ou final do ano”, esclarece Viana Neto. A estabilidade no mercado de imóveis só virá, destaca ele, com o crescimento da Economia e dos empregos, além da melhora nas condições do crédito imobiliário.

O presidente do Cofeci enfatiza que “não se pode falar em normalidade de mercado quando se tem a maioria das vendas sendo feitas à vista, como aconteceu em julho”. Segundo a pesquisa, 62,2% dos imóveis foram vendidos à vista e 32,92% com financiamento bancário. Houve ainda 3,66% de negócios fechados com pagamento parcelado pelos donos de imóveis e 1,22% por meio de consórcios.

Em julho, o aumento de vendas fez com que os preços médios do metro quadrado dos imóveis usados negociados na Capital aumentassem 12,98% em relação a junho.

Vendas com desconto

A pesquisa do CRECISP com 282 imobiliárias da Capital registrou descontos variáveis sobre os preços inicialmente fixados como desejados pelos proprietários. O abatimento foi de 10,04% na Zona A; de 9,67% na Zona B; de 9,75% na Zona C; de 6,7% na Zona D; e de 12% na Zona E.

As casas e apartamentos vendidos em julho distribuíram-se entre as Zonas A (36,57%); D (21,97%); C (17,08%); B e E (ambas com 12,19%).

A maioria dos imóveis vendidos foi de padrão construtivo médio (78,05%). Os de padrão luxo somaram 17,07% e os de padrão standard, 4,88%.

Locação residencial tem queda

de 6,98%, mas tem saldo positivo

As 282 imobiliárias que o CRECISP pesquisou em julho na Capital registraram uma queda de 6,98% nas locações em relação com junho. Mesmo assim, o saldo acumulado no ano está positivo em 5,06%. Os aluguéis novos aumentaram em média 0,81% em julho, também na comparação com o mês anterior.

Foram alugados 58,78% do total em casas e 41,22% em apartamentos, com a maioria deles limitada a um aluguel mensal de até R$ 1.200,00, faixas que concentraram 53,41% dos novos contratos.

O aluguel mais barato que a pesquisa CRECISP encontrou na Capital em julho foi de R$ 509,52 por casas de 2 cômodos situadas em bairros da Zona D, como Água Rasa, Penha e Pirituba. O aluguel mais caro – R$ 6.120,00 em média – foi o de apartamentos de 4 dormitórios em prédios de bairros da Zona B, como Chácara Flora, Brooklin e Sumaré.

O maior aumento do valor médio do aluguel novo em julho também se deu na Zona B. Apartamentos de 1 dormitório que tinham aluguel médio de R$ 889,29 em junho aumentaram 40,56%, passando a custar R$ 1.250,00 mensais em média. O aluguel que mais baixou foi o de casas de 3 dormitórios situadas em bairros como Jardim Ângela e Itaquera – o valor médio caiu 29,2%, de R$ 1.861,11 em junho para R$ 1.317,65 em julho.

Os imóveis que foram alugados em julho distribuíram-se entre as Zonas C (44,68% do total); D (22,7%); B (13,38%); E (11,83%); e A (7,41%).

O fiador foi figura dominante nos novos contratos de locação, presente em 38,35% do total, segundo a pesquisa CRECISP. Mas faltou pouco para que as locações garantidas pelo depósito de valor equivalente a três aluguéis o alcançassem – essa modalidade foi a adotada em 34,53% dos contratos.

As outras formas de garantia utilizadas em julho foram o seguro de fiança (16,37% do total de contratos), a caução de imóveis (8,24%), a cessão fiduciária (1,79%) e a locação sem garantia (0,72%).

Inadimplência em queda

A inadimplência caiu 4,2% na Capital, com a redução de 5,24% em junho para 5,02% do total de contratos formalizados em julho. Segundo a pesquisa CRECISP apurou, os imóveis entregues por inquilinos que desistiram de continuar os alugando somaram o equivalente a 76,58% do total de novas locações, percentual 1,81% inferior ao de junho.

Pesquisa feita pelo CRECISP nos fóruns da Capital constatou que foram propostas 2.386 ações judiciais na Capital. Esse número é 4,48% menor que o de junho, com 2.498 ações.

Caiu 38,04% o número de ações de rito ordinário (de 92 para 57); 22,22% as ações consignatórias (de 9 para 7); 15,79% as ações renovatórias (de 76 para 64); e 6,67% as ações de rito sumário (de 1.019 para 951). As ações por falta de pagamento do aluguel aumentaram 0,38%, de 1.302 em junho para 1.307 em julho.


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