Estudos científicos e pesquisas na área da psicologia apontam que o afeto profundo pelos cães traz benefícios emocionais e reflete traços positivos de personalidade
O que a psicologia diz sobre as pessoas que amam cachorros? Descubra os traços de personalidade, benefícios e os limites dessa paixão (Foto Arquivo)
Ter um cachorro em casa vai muito além de garantir companhia: para milhões de pessoas, os animais são verdadeiros membros da família. Mas o que a ciência e a psicologia dizem sobre quem nutre esse amor incondicional pelos pets?
Investigando essa relação profunda, a psicóloga e adestradora Vanessa Carral conduziu um estudo publicado no periódico Society & Animals Journal (e repercutido pelo portal Hola!).
Segundo a pesquisadora, esse vínculo responde a uma busca humana fundamental: “Esse sentimento que nos une aos nossos animais de estimação responde a essa necessidade incansável do amor puro, ilimitado, com o qual sonhamos”.
Os cães oferecem afeto genuíno e constante, independentemente do humor, vitórias ou frustrações de seus tutores.
Perfil Psicológico e Benefícios
Ao contrário do mito de que quem gosta muito de animais seria antissocial, pesquisas colaborativas conduzidas por universidades americanas (Flórida, Carroll e Marquette) mostram que os tutores de cães tendem a ser mais extrovertidos, sociáveis, expressivos e calorosos.
O levantamento também aponta outros traços marcantes em quem ama cães:
Consciência social e organização: Demonstram maior respeito por normas sociais, pragmatismo e tendência a manter a ordem na rotina;
Empatia e paciência: São indivíduos geralmente associados a altos níveis de tolerância, sensibilidade e afeto;
Apego à natureza: Apresentam forte preferência por atividades ao ar livre.
Do ponto de vista emocional, viver com um pet liberta do sentimento de solidão, gerando uma sensação reconfortante de ser amado, útil e acompanhado.
Quando o Amor Excede o Equilíbrio
Apesar de extremamente saudável, a psicologia faz um alerta sobre os limites desse afeto. Vanessa Carral ressalta que o amor pelos animais é benéfico desde que mantido de forma positiva.
Se o comportamento se torna rígido ou excludente a ponto de isolar o indivíduo da vida social, o sentimento deixa de ser saudável e passa a configurar um quadro obsessivo ou patológico.
Quando cultivado com equilíbrio, porém, é uma das relações mais ricas para o bem-estar humano.