Mesmo com queda em junho, supermercados crescem 2% no semestre

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 31 de julho de 2018 às 15:56
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 18:54
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Segundo ABRAS, paralisação dos caminhoneiros foi causadora do impacto no mês de junho

O setor de
supermercados registrou crescimento de 2% no primeiro semestre de 2018 na
comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice Nacional
de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

No mês junho, o
setor teve queda de 0,70% ante o mês anterior. Na comparação com junho de 2017
o resultado foi 3,37% maior.

Em valores nominais, as vendas cresceram 5,37% no primeiro
semestre. Em junho, apresentaram alta de 0,55% em relação ao mês de
maio e, quando comparadas a junho do ano anterior, registraram crescimento
de 7,89%, segundo os dados divulgados nesta terça-feira, 31 de julho.

Para o superintendente da Associação Brasileira de Supermercados
(ABRAS), Marcio Milan, a paralisação dos caminhoneiros foi o que impactou no
resultado de junho. “Já esperávamos uma queda nas vendas em relação ao mês
anterior. Algumas pessoas estocaram produtos no final de maio com a
preocupação de que a paralisação se estendesse por mais tempo. O setor também
sofreu com o desabastecimento de alguns itens, e isso também refletiu no
resultado negativo de junho”, explicou Milan.

Milan ressaltou ainda que apesar de o
setor ter crescido no primeiro semestre, a entidade preferiu fazer
uma revisão das projeções para 2018, por conta da situação econômica do país.
“A nossa projeção inicial era de 3,00%. Mas, com a queda na previsão do PIB
para o ano e alta da inflação dos últimos 12 meses (4,39%) próxima da meta do
governo, reflexo da paralisação dos caminhoneiros, aliados à alta do dólar e a
queda na produção industrial, estamos projetando 2,53% para o encerramento de
2018, um resultado ainda bem positivo, na comparação com o fechamento das
vendas de 2017, que registrou 1,25%”

Cesta de produtos

O preço da cesta de produtos Abrasmercado, com 35 produtos de
grande uso pelo consumidor apresentou alta de 2,70% junho com relação a maio ao
passar de R$ 445,25 para R$ 457,27. As principais altas registradas foram nos
itens leite longa vida (20,87%), batata (8,30%), frango congelado (8,13%) e
queijo muçarela. No sentido contrário aparecem a cebola (-11,59%), creme dental
(-2,62%), farinha de mandioca (-2,54%) e tomate (-1,61%).

A única região que registrou queda nos preços da cesta foi a
Norte, com -1,59%. a maior variação apareceu na região Sudeste (6,70%). Na
região Centro-Oeste o aumento foi de 3,65%, Sul (3,05%) e no Nordeste (2,48%).


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