Santa Rita: Padre de Cássia destaca Franca como parte da rota de fé para o Santuário

  • Teo Barbosa
  • Publicado em 12 de julho de 2026 às 11:00
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No Santuário, cada francano será recebido como filho dessa família espiritual que Santa Rita reúne em torno do altar”, afirmou.

O Padre Dione Piza, reitor do Santuário de Santa Rita de Cássia, em Cássia (MG), destacou a relação de Franca com o turismo religioso e com a devoção à santa.

Sua fala ocorreu durante Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Franca.

Ele ressaltou a presença constante de peregrinos francanos no santuário e defendeu o fortalecimento de uma parceria regional com reflexos religiosos, culturais, sociais e econômicos.

Relação de Franca com o santuário

Padre Dione se apresentou aos vereadores e ao público presente, mencionando sua origem rural e sua atuação como reitor do santuário.

“Sou o Padre Dione Piza, o mineirinho nascido na cidade de Muzambinho. Particularmente, na zona rural da cidade, chamado Bairro Barra Bonita. Sou filho de agricultores, de profissão boia-fria, apanhador de café”, afirmou.

O religioso considera que há motivos de aproximação entre Franca e o Santuário de Santa Rita de Cássia.

“Ao cruzar as portas dessa Casa Legislativa, trago comigo a alegria que vem como peregrino e a gratidão de quem regressará ao lar levando no coração o rosto de um povo amigo”, declarou.

Padre Dione associou Franca a valores como trabalho, coragem, família e fé. “Franca é uma dessas cidades, uma terra marcada pelo trabalho, pela coragem do seu povo, pela força de suas famílias e pela fé que atravessa gerações”, disse.

Peregrinos francanos

Moradores de Franca visitam diariamente o santuário em Cássia, levando pedidos, agradecimentos e manifestações de fé.

“Todos os dias, quando o sol ainda desperta sobre as montanhas da nossa região, homens e mulheres deixam essa cidade de Franca e seguem rumo ao Santuário de Santa Rita de Cássia”, relatou.

A participação dos francanos está ligada ao crescimento da devoção no local. “Franca faz parte do maior santuário do mundo dedicado à Santa Rita. Portanto, igualmente o único no mundo em sua proporção”, afirmou.

Ele também declarou que os peregrinos de Franca contribuíram para a dimensão alcançada pelo santuário. “Cada peregrino, cada romaria, cada vela acesa, cada lágrima transformada em esperança, cada família que dobra os joelhos diante da imagem pedindo a intercessão, faz parte do maior santuário”, disse.

Turismo religioso e desenvolvimento

Ao tratar do turismo religioso, Padre Dione citou dados do Ministério do Turismo e afirmou que o segmento tem impacto econômico, social e cultural.

“O turismo religioso no Brasil deixou de ser apenas uma expressão de fé para se tornar uma grande força de desenvolvimento social, cultural e humano”, declarou.

De acordo com o religioso, o setor movimenta cerca de R$ 15 bilhões na economia nacional e reúne aproximadamente 17,7 milhões de peregrinos em romarias, festas religiosas e santuários.

Para ele, a presença dos visitantes também contribui para diferentes áreas da economia local.

“Quando um peregrino chega a um santuário, ele não traz apenas sua oração. Ele fortalece o comércio, impulsiona a hotelaria, movimenta restaurantes, gera emprego, promove desenvolvimento, valoriza a cultura e faz nascer várias e muitas oportunidades de renda familiar”, afirmou.

Parceria regional

Padre Dione também defendeu uma aproximação entre Franca e Cássia a partir da devoção a Santa Rita e da proximidade geográfica entre os municípios. “É neste contexto que o Santuário de Santa Rita de Cássia deseja caminhar de mãos unidas com Franca”, afirmou.

Na avaliação dele, a parceria pode ir além dos impactos econômicos, contribuindo para fortalecer a identidade regional e a cultura de hospitalidade.

“Tenho a firme convicção que esta parceria poderá gerar frutos que ultrapassem os limites da economia. Ela fortalecerá a nossa identidade regional, fortalecerá a cultura de hospitalidade”, disse.

Convite aos francanos

O reitor deixou um convite aos moradores de Franca para visitarem o santuário.

“As portas do santuário estão e permanecerão abertas para os francanos. Ali, cada francano não será recebido como visitante, mas como filho dessa grande cidade e dessa grande família espiritual que o Santuário de Santa Rita reúne em torno do altar”, afirmou.


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