Usar celular no banheiro aumenta em 46% o risco de hemorroidas

  • Dayse Cruz
  • Publicado em 5 de julho de 2026 às 19:30
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Usar celular no banheiro: por que médicos recomendam evitar. Entenda por que ficar sentado no vaso por muito tempo faz mal

Entenda por que o hábito de ler o feed do celular no vaso sanitário causa hemorroidas e conheça as regras médicas para proteger seu intestino (Foto Já Imaginou Isso?)

 

O hábito de levar o aparelho celular para o banheiro transformou o cômodo em uma espécie de sala de espera particular, onde redes sociais, vídeos curtos e mensagens eletrônicas disputam a atenção do usuário.

No entanto, essa prática aparentemente inofensiva esconde riscos severos para o organismo humano, uma vez que o tempo extra que as pessoas passam sentadas no vaso sanitário compromete a saúde da região anal e do assoalho pélvico.

Um estudo científico publicado na revista PLOS One apontou que a utilização de smartphones no sanitário está associada a um aumento de 46% no risco de desenvolvimento de hemorroidas.

A investigação, conduzida com pacientes adultos, revelou que metade dos usuários de telas estende a permanência no local além do necessário, elevando a pressão contínua sobre as estruturas vasculares delicadas do reto.

Falta de Suporte e a Anatomia Humana

Diferente de cadeiras ou poltronas convencionais que oferecem sustentação muscular, o assento do vaso sanitário possui uma abertura central que deixa a base pélvica totalmente desprovida de apoio físico.

A permanência prolongada nessa postura faz com que a força da gravidade atue diretamente no ingurgitamento e na inflamação das veias hemorroidárias, que originalmente atuam como amortecedores vasculares saudáveis para o fluxo intestinal.

Quando essas estruturas sofrem sobrecarga mecânica decorrente do esforço repetido ou do tempo de distração digital, manifestam-se sintomas desconfortáveis como coceira intensa, ardência local, dores agudas e episódios de sangramento.

Médicos alertam que o preconceito e o constrangimento social em torno do tema ainda fazem com que muitos pacientes adiem a busca por diagnóstico especializado, agravando o quadro clínico.

A Regra dos Cinco Minutos e o Uso de Apoios

Para mitigar os impactos da vida moderna sobre o sistema digestório, gastroenterologistas da Escola de Medicina de Harvard recomendam estipular um limite máximo de cinco minutos de permanência no vaso sanitário.

Caso o estímulo fisiológico de evacuação não ocorra dentro desse intervalo de tempo, o procedimento correto é levantar, movimentar o corpo e realizar uma nova tentativa em um momento posterior.

Como ferramenta de transição comportamental, pesquisadores sugerem a aplicação mental de regras de limite baseadas no próprio consumo de mídia, interrompendo a sessão após a exibição de dois vídeos curtos na tela.

Outra medida anatômica recomendada envolve a utilização de um pequeno banco sob os pés durante o ato, elevando os joelhos acima da linha dos quadris para retificar o canal retal e facilitar a passagem das fezes.

Mudança de Hábitos e Alerta para Jovens

A prevenção primária das complicações vasculares exige o resgate do isolamento do banheiro, mantendo os dispositivos eletrônicos deliberadamente fora do cômodo durante o uso.

A reeducação diária deve ser combinada com uma dieta alimentar rica em fibras vegetais presentes em frutas, legumes e grãos integrais, associada à ingestão hídrica abundante e à prática regular de caminhadas para acelerar o trânsito intestinal.

Especialistas em coloproctologia observam que os casos inflamatórios crônicos têm acometido populações cada vez mais jovens nas clínicas médicas, um reflexo do comportamento de dependência tecnológica que afeta mais de 80% dos indivíduos na faixa dos 25 aos 34 anos.

Diante de dores persistentes ou sangramentos retais, a avaliação médica especializada deve ser solicitada de imediato para descartar outras patologias associadas.

Fonte: Já Imaginou Isso?


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