Que salada é essa? Engler, Ubiali e Alexandre Ferreira no mesmo palanque…

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 23 de julho de 2018 às 20:09
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 18:53
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SD do ex-prefeito Alexandre , candidato à Câmara fechou com França, de Ubiali e Engler

Três adversários políticos que nunca estiveram juntos em situação alguma, muito pelo contrário, terão que respirar o mesmo ar, em cima do mesmo palanque, nas eleições para Governador de SP. 

E mais: dois deles vão disputar o mesmo cargo, a deputado federal na coligação que tem o Governador Márcio França (PSB), mas terão que falar a mesma língua se quiserem mesmo puxar votos para o cacique pessebista. 

A situação inusitada foi criada com o fechamento da questão sobre a quem apoiar a Governador por parte do Solidariedade (SD), que tem o ex-prefeito de Franca, no período de 2013 a 2016, Alexandre Ferreira (que foi barrado da vaga à reeleição pelo PSDB em 2016) como candidato a deputado federal na região. 

O partido de Márcio França, o PSB, tem como outro candidato a deputado federal na região, o cacique do partido na cidade, o médico Marco Aurélio Ubiali que já ocupou vaga na Câmara dos Deputados e também já foi suplente. 

A campanha ainda colocará junto a Alexandre e Ubiali, outro ex-cacique do PSDB, o deputado estadual Roberto Engler que em 2016 refez parceria política com Sidnei Rocha para escantear Alexandre Ferreira, depois entrou em rota de colisão com o ex-governador Alckmin no mal explicado episódio dos pedágios.  

O que resultará desta verdadeira “salada” só o tempo dirá. 

FORÇA SINDICAL

O mais inusitado ainda é que o SD – Solidariedade é um partido político ligado à Força Sindical, do conhecido “Paulinho da Força” e com o qual, até mesmo qualquer criança sabe, Alexandre, Engler e Ubiali não têm nenhuma afinidade político ideológica.  

Ubiali ficou onde sempre esteve, mas Alexandre e Engler procuraram outros caminhos, desgastados que estavam no PSDB. 

Alexandre por ter sido preterido pelo PSDB e Engler por ter passado o vexame com o ex-governador Alckmin na história dos pedágios que o tucanato ameaçou criar nas rodovias Portinari e Ronan Rocha e que só não vingaram por pressão popular e intensos manifestos. 

Por fim, consagrando esta salada sobre a qual falamos, o SD de Alexandre Ferreira realizou no domingo, 22, a sua Convenção Estadual, em São Paulo. 

O partido, presidido nacionalmente pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, faz parte do chamado Centrão que deve fechar apoio ao pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin.

O evento, que acaba de oficializar as candidaturas a deputados federais e estaduais também oficializou a candidatura do governador de São Paulo, Márcio França (PSB) à reeleição.

Márcio França concorrerá ao Palácio dos Bandeirantes contra o ex-prefeito da capital paulista, o tucano João Doria. 

O governador também vive uma situação inusitada porque seu partido, o PSB, está inclinado a apoiar o pedetista Ciro Gomes na corrida presidencial.

Ele, como ex-vice governador de São Paulo, tende a apoiar Alckmin embora o tucano, por uma questão partidária, terá que professar apoio a João Dória e não deverá subir em seu palanque em São Paulo.

Situação também inusitada vive o ex-ministro do Esporte e Trabalho, Aldo Rebelo, que mantém a sua candidatura ao Palácio do Planalto pelo Solidariedade. 

Isso porque seu partido, como parte do Centrão, pode fechar apoio à candidatura Geraldo Alckmin. 


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