Carreta do programa SP Por Todas chega a Franca com atendimento especial às mulheres

  • Teo Barbosa
  • Publicado em 22 de maio de 2026 às 10:00
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Iniciativa da Secretaria de Políticas para a Mulher reúne acolhimento, orientação jurídica e rede municipal para mulheres em situação de violência

Franca receberá, entre os dias 25 e 29 de maio, a carreta do programa SP Por Todas, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo que reúne serviços especializados de proteção e atendimento às mulheres vítimas de violência.

A ação faz parte do Circuito Integrado de Proteção às Mulheres e oferecerá, em um único espaço, orientação jurídica, acolhimento psicossocial, escuta especializada, avaliação de risco, registro de ocorrências e encaminhamento para medidas protetivas.

O programa é realizado em parceria com o Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e as secretarias estaduais de Políticas para a Mulher e da Segurança Pública, com o objetivo de fortalecer a rede de proteção e ampliar o acesso das mulheres aos serviços especializados.

A deputada estadual Delegada Graciela articulou junto ao Governo do Estado a vinda da carreta para Franca e destacou a importância da atuação integrada no enfrentamento à violência contra a mulher.

Palavra da deputada

“São mais de 30 anos dedicados à defesa das mulheres. Quando diferentes órgãos públicos atuam de forma integrada, conseguimos oferecer respostas mais rápidas, acolhimento adequado e mais proteção para quem precisa. Será uma grande oportunidade para as mulheres de Franca e região serem ouvidas e orientadas”, afirmou a deputada.

A carreta ficará instalada na Praça Nossa Senhora da Conceição. O atendimento será realizado das 14h às 18h na segunda-feira (25) e, nos demais dias, a partir das 10h.

Atendimento integrado

O Circuito funcionará de forma itinerante, sigilosa e interinstitucional, com atuação articulada entre Estado, sistema de Justiça e município.

A unidade não substitui os serviços já existentes, como Delegacias de Defesa da Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público, Judiciário, CRAS, CREAS, saúde ou organismos municipais de políticas para as mulheres.

A proposta é integrar esses serviços, organizar fluxos e facilitar o acesso da mulher à proteção.

Após a saída da unidade móvel, os encaminhamentos iniciados seguem com os órgãos competentes e com a rede local.

A escolha dos municípios considera critérios técnicos, como índices de violência contra a mulher, registros de feminicídio, organização regional da rede e ausência ou fragilidade de organismos municipais de políticas para as mulheres.

Presença do Estado no território

Além do atendimento direto, o Circuito também tem papel de mobilização da rede local. A passagem por Franca deverá fortalecer o diálogo com gestores municipais, profissionais da assistência social, saúde, segurança pública, sistema de Justiça e demais atores envolvidos na proteção às mulheres.

A proposta é que cada cidade receba não apenas a estrutura física da unidade, mas também articulação institucional e apoio para aprimorar seus próprios fluxos de atendimento.

“Quando a rede atua de forma integrada, a mulher encontra mais segurança para pedir ajuda. O Circuito contribui para aproximar os serviços, organizar os encaminhamentos e evitar que a vítima precise percorrer sozinha diferentes órgãos em um momento de extrema vulnerabilidade”, afirma a secretária executiva da Secretaria de Políticas para a Mulher, Cândida Magalhães.


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