Conheça o homem de 92 anos que há 50 anos corre todos os dias no Poliesportivo

  • Felipe Angeloni
  • Publicado em 15 de março de 2026 às 08:00
  • Modificado em 15 de março de 2026 às 10:03
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Com 92 anos de vida saudável, Zacharias Mussi comemora 50 anos de corridas diárias na área Poliesportivo francano

 

Um dos principais símbolos e pontos turísticos da cidade, o Ginásio de Esportes “Pedrocão” (Pedro Morilla Fuentes), no conjunto Poliesportivo (*), com sua ampla área verde e pistas de atletismo e caminhadas, continua sendo palco de inspiração para muitos dos seus usuários.

E em meio as centenas de pessoas que por ali circulam todos os dias, um deles desperta uma atenção especial: o Jornal da Franca foi conferir quem é esse personagem.

Trata-se do idoso como ele prefere ser conhecido, Zacharias Cury Mussi, de 92 anos, popularmente chamado de ‘Zaka’ pelos amigos mais íntimos.

A curiosidade mais intrigante (e que chama atenção) é que neste começo de ano, enquanto o Poliesportivo completa 51 anos (foi inaugurado em janeiro de 1975, pelo saudoso prefeito Hélio Palermo), o paranaense Antonio Zacharias Mussi está comemorando 50 anos de corridas, caminhadas e frequência diária neste espaço.

Ritual sagrado

E seu compromisso é diário, nos dias atuais mais moderadamente, mas é sagrado estar no Poliesportivo nas primeiras horas da manhã. Ele pode ser encontrado próximo ao portão de entrada antes das seis horas, dentro do seu automóvel aguardando que o espaço público seja aberto.

Zacharias é bancário aposentado, da época do Banespa, e ex-colaborador da Prefeitura de Franca, onde atuou como assessor direto do então prefeito e vice-prefeito Ary Balieiro nas ocasiões em que esteve nessas duas funções.

Casado com Marina Minervino Mussi, ‘Zaka’ reside na região central da cidade, próximo do antigo estádio da Francana e dali madruga todos os dias para esse seu compromisso que não substitui por nada. Para ele significa bem estar, com o fortalecimento geral do corpo, tendo mais saúde, qualidade de vida e convívio social.

Mas essa descoberta só veio na meia idade, depois de casado e com as duas filhas: Maria de Lourdes, hoje casada com o delegado Djalma Batista Dias, e Maria Esmeralda Minervino, esta sua parceira em algumas ocasiões nessas aventuras matinais.

Tem como ainda como incentivadoras, além da esposa e filhas, as netas Maria Antônia, Maria Anita, Ana Vitória e Valentina.

Como começou

Ele conta que até os 42 anos fumava muito e por conta dos efeitos nocivos, não só abandonou o vício, como encontrou no atletismo o esporte que o fez revigorar por completo.

Tanto que incorporou a prática ao seu cotidiano e não só realiza com enorme prazer, como recomenda aos amigos e de forma particular, às pessoas mais novas  que vivem ociosas e sedentárias.

Conversando com ele mesmo 

Desde meados da década de 70, logo após a inauguração do Poliesportivo em 1975, Zacharias relata que foi conhecer o local e se apaixonou. Tomou gosto pelas corridas e caminhadas e não parou mais, tendo participado inclusive de algumas competições.

Ouvinte madrugador dos noticiosos nacionais, no rádio e na televisão, o que faz religiosamente antes de sair para correr, Zaka atribuiu aos exercícios diários, aliado a hábitos saudáveis, suas boas condições de saúde, vigor e disposição invejáveis para uma pessoa com a sua idade.

Existe uma outra particularidade interessante ele também destaca nessa rotina que considera uma ‘formula mágica’ para se manter em forma: a solidão nesses momentos.

Ele prefere estar sozinho, pois diz se sentir mais introspectivo, pode refletir sobre suas experiências, conversando com ele mesmo, seja para exaltar suas conquistas ou corrigir seus erros sem interferência de terceiros. Se necessário, traça novas rotas em busca do objetivo desejado, sem interrupções de terceiros.

Comunicativo e querido

É com esse espírito que ele continua se deslocando diariamente para suas corridas matinais no Poliesportivo, comunicativo e acessível a todos que o abordam, sempre mantendo uma interação permanente com seus interlocutores, particularmente os mais jovens.

Segundo suas reflexões é isso que o faz continuar espiritualmente jovem, pois idoso sim, ele se considera ou para quem prefere um ‘seminovo’, mas velho nunca. “Quando eu morrer, quero morrer idoso, velho jamais”.

(*) O ginásio de esportes, originalmente com o conjunto Poliesportivo, foi construído e inaugurado em janeiro de 1975, sendo ampliado e reinaugurado em setembro de 1996, na gestão do então prefeito Ary Pedro Balieiro, recebendo a denominação ‘Prof. Pedro Morilla Fuentes – Pedrocão’), homenagem a essa figura lendária do basquete francano e brasileiro.

Mais

Saiba mais sobre os benefícios da corrida no depoimento dado por Zacharias ao radialista Ricardo Capriotti, da Rádio Bandeirantes, de São Paulo, clicando no link:


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