Se houver um diagnóstico correto e tratamento adequado, é possível controlar o fluxo menstrual excessivo
O aumento do fluxo menstrual é uma queixa frequente entre mulheres acima dos 40 anos e, embora muitas vezes esteja ligado às mudanças hormonais do período de transição para a menopausa, não deve ser ignorado.
Conhecido como menorragia, o sangramento excessivo pode afetar a qualidade de vida, causar anemia e sinalizar condições que exigem avaliação médica.
Especialistas explicam que, nessa fase da vida, os ciclos tornam-se mais irregulares devido à oscilação dos hormônios estrogênio e progesterona no corpo da mulher.
Esse desequilíbrio pode levar ao espessamento do endométrio, resultando em menstruações mais longas e intensas. Além disso, miomas uterinos, pólipos, adenomiose, distúrbios da tireoide e alterações da coagulação também estão entre as causas possíveis.
Opções clínicas e tratamentos disponíveis
O tratamento do fluxo menstrual excessivo depende da causa e do impacto dos sintomas. Entre as abordagens mais comuns estão:
Medicamentos hormonais como pílulas anticoncepcionais, progesterona isolada ou dispositivos intrauterinos (DIU) hormonais ajudam a regular o ciclo e reduzir o sangramento.
Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) usados durante a menstruação, podem diminuir o fluxo e aliviar cólicas.
Antifibrinolíticos, como o ácido tranexâmico, reduzem a perda sanguínea ao agir na coagulação.
Suplementação de ferro, quando há anemia associada, para repor perdas e reduzir sintomas como cansaço e tontura.
Outros casos
Em casos específicos, procedimentos minimamente invasivos — como a ablação do endométrio — ou cirurgias, incluindo a retirada de miomas ou, mais raramente, a histerectomia, podem ser indicados.
Estilo de vida também conta
Embora não substituam o tratamento médico, algumas medidas podem contribuir para o equilíbrio do organismo: manter peso saudável, praticar atividade física regular, reduzir o estresse e garantir uma alimentação rica em ferro e vitaminas do complexo B.
O acompanhamento regular com ginecologista é fundamental para monitorar alterações e ajustar condutas.
Quando procurar ajuda
Sangramentos muito intensos (trocar absorvente a cada uma ou duas horas), menstruações que duram mais de sete dias, presença de coágulos grandes ou sintomas de anemia são sinais de alerta.
Nesses casos, a orientação é buscar avaliação médica o quanto antes.
A boa notícia é que, com diagnóstico correto e tratamento adequado, é possível controlar o fluxo menstrual excessivo e preservar a saúde e o bem-estar durante essa fase de transição da vida feminina.