Jejum intermitente é “modinha” ou realmente pode ajudar a eliminar os quilos extras?

  • Roberto Pascoal
  • Publicado em 12 de dezembro de 2025 às 16:00
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Apesar da popularidade e dos relatos positivos, o jejum intermitente não funciona da mesma forma para todos

O jejum intermitente tem ganhado espaço entre pessoas que buscam emagrecimento e maior disposição no dia a dia, mas ainda levanta dúvidas sobre sua real eficácia e segurança. A estratégia consiste em alternar períodos de alimentação com janelas prolongadas sem ingestão calórica, podendo variar entre protocolos mais curtos, como 12 horas, até métodos mais longos, como 16 ou 18 horas de jejum, a depender da orientação profissional.

Estudos apontam que o jejum intermitente pode contribuir para a perda de peso ao reduzir a ingestão calórica total e favorecer a sensibilidade à insulina. Também há relatos de melhora na função metabólica, redução de inflamações e aumento da clareza mental, efeitos que variam de acordo com o organismo de cada pessoa. No entanto, especialistas reforçam que o método não é uma solução milagrosa e deve ser inserido em um contexto de alimentação equilibrada, hidratação adequada e rotina de sono regular.

Entre os pontos positivos mais citados estão a praticidade do modelo, que dispensa dietas extremamente restritivas, e a possibilidade de ajudar no controle da fome emocional. Por outro lado, há riscos para determinados grupos. Pessoas com diabetes, histórico de hipoglicemia, gestantes, lactantes, idosos, crianças e indivíduos com transtornos alimentares não devem realizar jejum sem supervisão. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão dores de cabeça, irritabilidade, queda de energia e episódios de compulsão alimentar quando o método não é bem estruturado.

Nutrição

Profissionais da saúde alertam que o jejum intermitente deve ser acompanhado por um nutricionista, que avaliará o histórico clínico e definirá o protocolo mais seguro, ajustando a distribuição de nutrientes para evitar deficiências. Em alguns casos, o acompanhamento médico também é necessário, especialmente quando há doenças pré-existentes ou uso de medicamentos. A recomendação geral é que o jejum nunca seja iniciado por conta própria, e sim dentro de um planejamento pensado para cada indivíduo.

Apesar da popularidade e dos relatos positivos, o jejum intermitente não funciona da mesma forma para todos. A adesão depende de fatores comportamentais, biológicos e da rotina de cada pessoa. A orientação de especialistas é clara: antes de iniciar qualquer prática alimentar que envolva longos períodos sem comer, é fundamental buscar acompanhamento profissional e adotar uma abordagem personalizada, segura e sustentável.


+ Saúde