Pesquisadores defendem que a adolescência dura dos 10 aos 24 anos, unindo fatores biológicos e sociais
A adolescência é lembrada como uma fase cheia de dúvidas, mudanças no corpo, hormônios à flor da pele e decisões importantes (Foto Arquivo)
A adolescência é lembrada como uma fase cheia de dúvidas, mudanças no corpo, hormônios à flor da pele e decisões importantes.
Mas agora, alguns cientistas defendem que essa fase não termina aos 19 anos, como muitos acreditam. Na verdade, ela pode durar até os 24.
O que muda quando a adolescência se estende?
Segundo pesquisadores, fatores sociais e biológicos contribuem para estender essa fase da vida. O cérebro, por exemplo, continua em desenvolvimento até depois dos 20 anos, e muitos só veem o famoso dente do siso nascer aos 25.
Além disso, mudanças sociais também contam: hoje em dia, jovens demoram mais para casar, ter filhos ou até sair da casa dos pais. Esse fenômeno é tão comum no Brasil que até ganhou nome: a “geração canguru”.
O início da adolescência também mudou
Se antes a puberdade começava por volta dos 14 anos, hoje ela pode se iniciar já aos 10. Isso aconteceu por conta de avanços em saúde e nutrição.
O resultado é que a adolescência ficou mais longa nos dois extremos: começa antes e termina depois.
Crescer ficou mais demorado
Pesquisas mostram que a idade média para o primeiro casamento subiu mais de 8 anos desde os anos 70. A vida adulta parece estar cada vez mais adiada — seja pela busca por estudo, trabalho ou estabilidade financeira.
Mas será que isso é bom?
Alguns especialistas alertam que estender a adolescência pode infantilizar os jovens. Outros, no entanto, defendem que é um reconhecimento justo de que o corpo e a mente continuam mudando até essa fase.
No Reino Unido, por exemplo, leis já consideram pessoas até 24 anos como parte desse grupo, garantindo direitos e apoio em educação e assistência social.
A adolescência nunca foi tão longa
De um lado, temos jovens que se sentem pressionados a assumir responsabilidades cada vez mais cedo. Do outro, uma ciência que mostra que a maturidade física e social pode levar muito mais tempo do que imaginamos.
No fim das contas, a adolescência parece ter virado uma maratona — e não uma corrida de 100 metros.