Gilson diz não ter dinheiro para entidades, mas banca sozinho decoração de Natal

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 17 de outubro de 2017 às 11:55
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 18:23
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Prefeito não repassa dinheiro das entidades, mas gastará R$ 290 mil com decoração natalina

O prefeito de Franca, Gilson de Souza (DEM) ainda não deu um perfil ao seu governo, claro, além do fato político de ter se preocupado no aconchego dos vários aliados políticos, inclusive de seu tempo de Deputado, em cargos comissionados e de confiança de sua administração.

Para um político que fez sua base – tanto como vereador e deputado – eleito com o voto das classes B,C e D do eleitorado francano, se torna meio incompreensível sua incoerência quando se trata das prioridades que estabelece com o dinheiro público.

Afora ter comprometido a Receita da Prefeitura com um número exagerado de comissionados, que elevaram a Folha de Pessoal acima do limite prudencial estabelecido pela LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal -, segundo sucessivos alertas já emitidos pelo TCE – Tribunal de Contas do Estado, o prefeito peca na estratégia de atender as demandas mais comezinhas da sociedade.

Um exemplo? Nos últimos dois anos de sua administração, o ex-prefeito Alexandre Ferreira (então PSDB), foi sovado pela sociedade e parte da imprensa por ter partilhado os gastos do dinheiro público com iluminação decorativa natalina, com a ACIF – Associação de Comércio e Indústria de Franca.

Agora, surpreendentemente, o atual prefeito deu as costas à entidade e decidiu que a Prefeitura fará sozinha a decoração natalina, sob, entre outros argumentos, o de  que o Governo souzista quer  ampliar os locais a serem iluminados com a decoração e fazê-lo através de uma empresa especializada, que seria contratada mediante licitação. 

Certamente, o pau que bateu em Alexandre Ferreira vai bater em Gilson de Souza.

Isso porque, Alexandre Ferreira não havia deixado de liberar os recursos previstos no Orçamento destinado às entidades assistenciais ao fazer o acordo de dividir as despesas com a ACIF para a decoração natalina na cidade, como agora fez Gilson de Souza: não tem dinheiro para as creches e entidades, mas tem para ostentar suas diferenças com a ACIF, cujo grosso do empresariado sempre torceu o nariz para suas candidaturas a deputado e a prefeito (por mais de uma vez, ressalte-se).

É curioso e incompreensível que o político Gilson de Souza dê as costas a um ato administrativo elogiável e nunca questionável, que seria o de dar às entidades assistenciais o que lhes é de direito e necessário para o importante trabalho que desenvolve com as comunas dos quatro cantos da cidade, preferindo investir na pesada soma que resulta na instalação da decoração natalina, que seria menos onerosa, se feita em parceria não só com a ACIF, mas também com outras empresas, como por exemplo, fornecedores da Prefeitura.

Pau que malhou Alexandre, certamente vai malhar Gilson de Souza.

O que não dá mesmo é para prever é de quem o prefeito teria assimilado  decisão tão ruim politica e estrategicamente falando… 


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