Vereador francano defende o projeto, mesmo insinuando que muitos comissionados “não fazem nada”
Vereador francano defende o projeto, mesmo insinuando que muitos comissionados “não fazem nada”
O vereador Marcelo Tidy discursou na contramão de alguns dos colegas que estão criticando o projeto de criação de cargos na Prefeitura de Franca, visando à contratação de servidores comissionados e criacão de funções gratificadas.
Para os vereadores Gilson Pelizaro e Della Motta, durante a reunião das comissões de mérito, é preciso fazer alterações no texto e ter mais tempo para que a Câmara estude o projeto de lei.
Tidy entende que é preciso os vereadores confiarem nos pareceres do jurídico da Prefeitura e da Câmara e não ficar receosos quanto ao posicionamento posterior do Judiciário.
“A Justiça erra muito (…) A pessoa mata um indivíduo, a Justiça solta ele”, afirmou Marcelo Tidy em sua fala.
Quando falou do estudo feito em Franca pela Fipe, tida como boa referência por Gilson Pelizaro quanto à questão dos comissionados, Tidy atacou a instituição. “Eu acompanhei. A Fipe fez um mau serviço. Uma vergonha o serviço que eles fizeram”, afirmou ele.
Tidy afirmou que até mesmo o projeto apresentado no governo anterior, de Gilson de Souza, que teve à frente o então secretário de Recursos Humanos e ex-juiz do Trabalho, Alberto Cordeiro Donha, acabou barrado no tribunal. “Muito do que foi feito no passado seguiu o que esse senhor (Donha) havia feito.
Marcelo Tidy também insinuou que as funções gratificadas servirão como “incentivo” a servidores de carreira, que poderão ampliar seus ganhos e, presume-se, produzir mais.
“Tem uma rotatividade muito grande (na Prefeitura). A função gratificada é um incentivo para o servidor produzir mais”, disse Tidy, acrescentando que outras cidades pagam melhores salários que Franca.
“Eu sou responsável pelos meus atos e ando tranquilo. Quando falam que o Tribunal não vai ler as 300 páginas do projeto, me frustra. Eles têm a obrigação de ler e ganham muito bem para isso”, afirmou o vereador Tidy, que continuou com as críticas.
“O Estado de São Paulo tem 19 mil comissionados e um monte de gente que não faz nada. Eu sou favorável à redução. Quando dizem que o juiz lê uma ou duas páginas, eles têm que ler tudo”, completou.
E finalizou dizendo que está convicto de seu posicionamento. “Nunca pedi para um colega mudar sua opinião em função da minha. Respeito a opinião de todas, a decisão que eu tomar é exclusiva minha. Quem tem que me punir é o eleitor”.