Música está no DNA?

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Esta semana recebi um telefonema interessante ... uma ex aluna de escola estadual que está morando em São José do Rio Preto, achou meu telefone nas redes sociais e entrou em contato.

Coincidentemente dias atrás eu comentava com meu filho sobre as aulas em escolas públicas e particulares, o que teria acrescentado aos alunos...

E esta moça, emocionada, hoje com 34 anos, foi minha aluna há 17 anos... disse que precisava me dizer uma coisa muito importante:

-  “ Professora, estudei na Escola Hélio Palermo apenas o segundo semestre e depois fui transferida para outra escola. Mas no período em que estudei lá, me lembro de suas aulas como se fosse hoje, gravei cada detalhe, prestei atenção em tudo o que nos disse sobre os compositores clássicos e preciso dizer que a senhora mudou minha vida. Nós fizemos desenhos sobre os compositores clássicos, a senhora levou 12 gravuras e nós desenhávamos os rostos deles, o meu foi Chopin, mas tinha Bach,  Mozart , Beethoven, Tchaikowsky e outros. Eu me lembro de cada detalhe. E eu nunca teria acesso a estas experiências com música clássica se não fosse através da senhora. Hoje sou casada com um músico maravilhoso, talentoso, descendente de poloneses, o nome dele é Beethoven.  E ele me pergunta de onde eu tirei os conhecimentos que tenho, e eu digo a ele que quando formos a Franca vou dar um jeito de encontrar a senhora e apresenta-la a ele e dizer que a senhora mudou minha vida. Meus pais eram bóias-frias e eu nunca teria acesso ao que tive nas aulas de Arte que até hoje fazem a diferença pra mim!”

https://www.facebook.com/projetosmusicaeruditaeteatro/

Este depoimento foi como um recado do céu para mim, porque eu estava me questionando até que ponto o meu trabalho exaustivo nas escolas públicas teria deixado alguma marca nos alunos a ponto de interferir em suas vidas positivamente, pois esta era a intenção. E apenas alguns dias depois ela me encontra e me diz tudo isso. Conversamos bastante tempo. O marido dela é desenhista realista também, nos conectamos através do Facebook e ela enviou os desenhos maravilhosos que ele faz, retratos. E então ela se lembrou dos retratos dos músicos eruditos...

E falamos sobre DNA, e sobre o gosto musical, talento e estas coisas que a gente fica buscando entender. Então ela disse que acha que ele trouxe esta vertente da Europa, de seus antepassados poloneses.

Hoje em dia está muito difundida a CONSTELAÇÃO SISTÊMICA que trata justamente de antepassados. Estou amadurecendo algumas ideias a respeito da música e os antepassados. Eu fiz a Constelação com a Claudia Paim e acho que carregamos mesmo muitas coisas de antepassados conosco. Mas ainda preciso amadurecer sobre a música.

​E também esta semana, fui visitar meu filho na Escola Si Toque, onde ele leciona Teclado. Há alguns dias ele me contou como está lecionando e fiquei impressionada com sua inventividade, criatividade, didática, poder de síntese, e tantos outros atributos que me encantaram. Então fui visitar sua sala, já que ele está equipando-a aos poucos, agora com seu piano digital, já tinha o teclado da escola e agora tem o recurso de utilizar os dois instrumentos, sem contar o que vem adquirindo de instrumentos e cursos que vem fazendo. MÚSICA ESTÁ NO DNA?

Então, parece que esta semana o questionamento foi este: Música está no DNA?

Ele vem se desenvolvendo muito na parte musical, embora tenha seu escritório de advocacia, e também se dedica com afinco, vejo seu progresso nas artes galopante. É um autodidata. Foi alfabetizado por mim, quando eu tinha a Casa dos Músicos, por 3 anos; depois, as pressões diárias de vários conceitos que cercam a sociedade o levaram para outra área, que ele aceitou prontamente como aprendizado.Mas esta semana tive a grata surpresa de conhecer mais de perto seu local de trabalho, verifiquei os métodos que tem utilizado, conversamos dias atrás sobre como ele está aplicando os conceitos de música popular ( muito avançados e melhores do que quando eu lecionava popular) .

E a pergunta que não quer calar : MÚSICA ESTÁ NO DNA?

Música está na alma?

Alguns abrem o coração para o estudo da música e se tornam pessoas mais observadoras e sensíveis... Vamos pesquisando sobre este assunto e assim que tivermos algo novo, voltarei com ele para vocês meus amigos.

Grata pelo telefonema da aluna tão atenciosa e que fez questão de me achar para me dizer tudo o que disse... fiquei emocionada.

Finalizo dizendo que SEMPRE SE PODE APRENDER ALGO NOVO , EM QUALQUER TEMPO... Ninguém perde nada por aprender, ao contrário só ganhos. Se está no DNA e se pode passar adiante, pode-se aprender , gravar no DNA e passar adiante também. Não seria assim? Reflexões de que precisamos investir em nós mesmos. Sempre!


Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.​