Franca ainda está longe de sair da fase vermelha do Plano SP na pandemia

Cidade tem baixo índice de adesão ao isolamento e leitos de UTI de menos, segundo governo do estado

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O coordenador de políticas de saúde de Franca Luiz Carlos Vergara

Ao mesmo tempo em que a região de Ribeirão Preto conseguiu sair da fase vermelha para a amarela no Plano São Paulo de enfrentamento à covid-19, Franca ainda está longe de sair da fase vermelha.

A cidade faz parte da Diretoria Regional de Saúde (DRS 8) e está na fase mais restrita e que só permite atividades essenciais, desde o dia 26 de junho, por causa dos altos índices de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) exclusivas para tratamento de Covid-19.

Só na Santa Casa, hospital de referência para 22 municípios, todas as 27 vagas destinadas aos pacientes graves estavam ocupadas na quarta-feira (12), segundo boletim divulgado pela própria instituição.

Juntas, as cidades têm 11,7 leitos para cada 100 mil habitantes, quando o Plano SP estabelece 19 vagas como ideal. Na quarta-feira, a taxa de ocupação de UTI na região está em 77,9%. 

Além disso, a baixa adesão dos francanos ao isolamento social (tem ficado abaixo de 40%, quando o ideal seria pelo menos 70%) também é responsável peça explosão de casos e contribui para manter a região na fase mais restitiva.

A maior constatação é de que não há fiscalização insuficiente, permitindo a abertura de estabelecimentos de áreas não essenciais (como bares) e aglomerações em diversos pontos da cidade. Nas últimas semanas, viam-se jogos de futebol,e festas com grande número de participantes.

O coordenador de políticas de saúde, Luiz Carlos Vergara, admite que o número de pessoas na fiscalização é insatisfatório. 

“Nós temos um contingente pequeno e que às vezes não dá conta de toda a cidade. Fechamos comércios importantes na última semana e isso é a ação da Vigilância”, diz.

Sobre a ampliação dos leitos, Vergara afirma que a Prefeitura “tem feito a lição de casa para ampliar o número de leitos de UTI”. A este respeito, a Santa Casa de Franca, único hospital que atende sob a chancela do SUS, pediu ao Estado e à Prefeitura Municipal verba e equipamentos para poder abrir mais 10 leitos de UTI.


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