Viajar nas férias? Saiba qual erro mais comum ao deixar a casa vazia e como evitar

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 21:00
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Sinais inconfundíveis de que não há ninguém no imóvel podem expor vulnerabilidade da residência enquanto moradores estão em viagem

Para muitas pessoas, a tranquilidade da viagem é ofuscada por uma preocupação constante: deixar a casa vazia (Foto Freepik)

 

Sair de férias deveria ser uma experiência libertadora, uma pausa necessária na rotina. No entanto, para muitas pessoas, a tranquilidade da viagem é ofuscada por uma preocupação constante: deixar a casa vazia.

Embora tendamos a pensar em roubos, falhas elétricas ou vazamentos como os principais riscos, o erro mais comum — e o mais fácil de ignorar — é algo muito mais simples: deixar sinais óbvios de que a casa está vazia. Essa negligência, quase sempre não intencional, é o que causa a maioria dos problemas.

A maioria das pessoas se concentra em fechar portas e janelas, desligar os eletrodomésticos ou cortar o gás. Essas são medidas necessárias, claro, mas não são suficientes se a casa “falar”. E ela fala mais do que imaginamos.

Cortinas fechadas por dias, luzes apagadas em horários em que normalmente haveria movimento, panfletos se acumulando na caixa de correio ou na entrada, um jardim abandonado ou uma completa falta de movimento em áreas visíveis da rua.

Todos esses detalhes, que passam despercebidos pelo dono, servem como uma mensagem clara para quem observa de fora: não há ninguém em casa.

Atenção aos detalhes

Esse erro é tão comum porque acontece no período mais caótico que antecede uma viagem. Entre malas, reservas, horários e traslados, a atenção se concentra no urgente, e não no estratégico.

A aparência externa da casa é negligenciada, embora seja justamente o que mais influencia a segurança. A prevenção, nesse caso, não exige grandes investimentos ou sistemas sofisticados, mas sim uma maior consciência do que a casa transmite quando não estamos nela.

A maneira mais eficaz de evitar esse problema é criar sinais de presença. Hoje em dia, existem recursos muito acessíveis, como temporizadores ou tomadas inteligentes que permitem ligar e desligar as luzes em horários aleatórios, simulando a atividade diária.

Também é útil pedir a alguém de confiança que verifique como está de vez em quando: esvazie a caixa de correio, abra um pouco as cortinas, regue as plantas visíveis do lado de fora ou simplesmente abra e feche uma janela.

São pequenos gestos que quebram a monotonia e dissipam a sensação de abandono.

Exposição em tempo real – o perigo das redes sociais

Outro aspecto crucial é a exposição nas redes sociais. Postar em tempo real que estamos fora de casa é uma tentação compreensível, mas também uma forma de amplificar o risco.

A conduta mais sensata é compartilhar fotos ao retornar ou limitar a visibilidade das postagens. As informações que divulgamos sem querer costumam ser mais perigosas do que qualquer fechadura mal fechada.

O exterior também merece atenção. Um jardim descuidado, folhas acumuladas ou lixo não recolhido são sinais inconfundíveis de ausência prolongada. Coordenar a manutenção básica durante a sua viagem pode fazer uma grande diferença.

O mesmo se aplica às entradas secundárias: janelas de correr, fechaduras e maçanetas, embora não sejam a causa principal do problema, complementam a estratégia geral de prevenção.

O segredo é olhar para a casa como se não fosse nossa. Observe-a da calçada, imagine o que alguém que passa pela porta todos os dias percebe.

Essa perspectiva externa nos permite detectar sinais que, por hábito, deixamos de notar. E é justamente essa maneira de olhar as coisas que nos ajuda a antecipar problemas.

Deixar a casa sem vigilância não precisa ser uma preocupação que arruine suas férias. Com um pouco de planejamento e alguns hábitos simples, é possível minimizar os riscos e aproveitar o descanso com a tranquilidade de saber que sua casa não está transmitindo sinais indesejados.

Fonte: O Globo


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