Vacina para pets: 8 ‘verdades’ que te contam, mas que são falsas

  • Dayse Cruz
  • Publicado em 31 de agosto de 2025 às 15:00
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Médica veterinária destaca a importância de manter a carteira de vacina dos pets em dia e cita 8 fake news que muita gente acredita

Médica veterinária destaca a importância de manter a carteira de vacina dos pets em dia e cita 8 fake news que muita gente acredita (Foto Shutterstock)

 

As fake news sobre vacinas não afetam apenas os seres humanos — elas também se espalham no universo dos pets, provocando desinformação e colocando em risco a saúde de cães e gatos.

Um estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com base em uma pesquisa online, revelou, em 2023, que tutores que não se vacinam contra a Covid-19, por exemplo, têm sete vezes mais chances de também não vacinar seus animais de estimação.

Vacina para pets é responsabilidade do tutor

De acordo com a médica veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Dra. Aline Ambrogi, “manter a vacinação em dia é responsabilidade exclusiva do tutor e revela a maior prova de amor que se possa ter com seu pet”.

“Assim como ocorre com os humanos, a vacina é a forma mais eficaz de manter o seu bichinho protegido contra doenças sérias e que, em estágios mais avançados, podem levar o pet ao óbito. É preciso que o tutor fique atento aos prazos e levar o seu cachorro ou gato para vacinar anualmente”, revela a especialista.

O que não pode faltar na carteira de vacina do pet

Segundo a Dra. Aline, as vacinas que devem ser aplicadas anualmente em cães são a raiva, gripe canina (tosse dos canis) e V8 ou V10, que protegem os animais. contra doenças como cinomose, parvovirose, leptospirose etc.

Já em gatos, os reforços anuais devem ser aplicados contra a raiva, além da V3, V4 ou V5, que oferecerem proteção contra a panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose, clamidiose e FeLV.

8 fake news sobre vacinação de pets

1 – A vacina contra a raiva não precisa mais ser aplicada anualmente

Ao contrário do que muitos propagam, a raiva não foi erradicada no Brasil — apenas controlada em áreas urbanas. Ainda há casos em animais silvestres e em regiões rurais.

A vacinação anual contra a raiva é obrigatória por lei, sendo uma medida de saúde pública, pois a doença é fatal e transmissível ao ser humano (zoonose).

2 – Animal idoso não precisa tomar vacina

Animais idosos têm o sistema imunológico mais enfraquecido, o que os torna mais vulneráveis a doenças. A vacinação deve ser mantida ao longo da vida, com avaliação do veterinário sobre o estado de saúde do animal.

3 – Uma única dose já protege por toda a vida do animal

A maioria das vacinas tem duração limitada e requer reforço anual para garantir imunidade. O protocolo pode variar conforme o fabricante e a região, mas o reforço anual é a regra geral no Brasil.

4 – Gatos não precisam tomar vacina

Gatos são altamente suscetíveis a doenças infecciosas, especialmente respiratórias e virais. Mesmo gatos indoor devem receber vacinas.

5 – Meu animal não sai de casa, não precisa ser imunizado

Animais indoor também estão expostos a vírus e bactérias trazidos por roupas, sapatos, visitas, objetos contaminados ou outros animais. Além disso, acidentes e fugas acontecem, por isso é melhor que o pet esteja protegido.

6 – Meu animal é vira lata e não precisa de vacina

Independente da raça ou da origem, todo cão e gato precisa estar com a vacinação em dia. As vacinas protegem contra doenças graves e os animais sem raça definida tem as mesma necessidades que os de raça.

7 – Vacinas trazem mais malefícios do que benefícios

As vacinas veterinárias são seguras, passam por testes rigorosos e são aprovadas por órgãos reguladores. Reações adversas são raras, geralmente leves (febre, dor local) e tratáveis. Os benefícios superam em muito os riscos.

8 – Apenas filhotes devem ser vacinados

Filhotes precisam de uma série inicial, mas a imunização deve ser mantida durante toda a vida do animal com reforços anuais.

Animais adultos não vacinados ou com histórico vacinal desconhecido devem receber vacinação o
quanto antes, seguindo um protocolo específico.

Fonte: Alto Astral


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