Sesi Franca recebe na próxima segunda, 14, “As Flores que eu Não te Dei”

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  • Publicado em 11 de novembro de 2016 às 10:25
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 18:01
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Espetáculo que aborda temas como amor, morte e existencialismo será encenado às 20h, gratuitamente

Espetáculo será encenado pelo Núcleo de Artes Cênicas do Sesi Araraquara (Foto: Thaddeu Bertoletti)

O Teatro do Sesi de Franca recebe na próxima segunda-feira, 14, às 20h, o espetáculo “As Flores que eu Não te Dei”, com o Núcleo de Artes Cênicas do Sesi de Araraquara.

Com o tema “Amor, morte e existencialismo”, a peça aborda questões como crises existenciais, conflitos interpessoais através de questões como: O que é a vida, senão um percurso para a morte? O que é a morte, senão o significado da existência de uma vida? No limiar entre a vida e a morte, o que representa o amor? As respostas para tais indagações estão na busca existencial de uma pessoa que para voltar a acreditar em sua vida, precisou acompanhar presencialmente os passos da morte. A linha tênue entre o mundano e o sobrenatural se rompe e a trilha que se formará a partir disso, será uma viagem para inesperadas experiências e transformações. E nesta jornada mítica, essa pessoa se verá defronte ao que há de mais sublime e grotesco dentro das emoções humanas. Qual a maior prova de vida, senão a vivência de uma morte?

O espetáculo será apresentado dentro do projeto Cena Livre 2016, temporada de espetáculos dos NACs que traz Mito e Realidade como tema.

Assim como nas temporadas passadas, a quinta edição temática do Cena Livre retoma esse espírito de liberdade e experimentação que só o teatro interdisciplinar pode oferecer. “É uma oportunidade única para o público, tão acostumado a ver espetáculos prontos, de ter uma visão sobre um teatro mais genuíno, identificando suas peculiaridades e o seu desenvolvimento”, explica Anna Polistchuk, analista de Atividades Culturais do Sesi-SP.

O programa

Espalhados por 17 cidades do Estado de São Paulo, os 21 NACs receberam este ano a missão de transformar Mito e Realidade, tema escolhido pela equipe para as pesquisas de 2016, em narrativas teatrais inéditas, em mais de 90 apresentações, todas gratuitas.

As 21 peças contam o fim de um ciclo iniciado há quase um ano no módulo Múltiplas Linguagens do Curso Livre de Iniciação Teatral do Sesi-SP. O módulo, voltado para alunos com mais de 18 anos, propõe um aprofundamento do aluno na linguagem teatral a partir do estudo de diferentes técnicas e do processo de montagem.

Os 525 alunos não são apenas atores como também auxiliam na construção dos enredos e dos personagens, na idealização dos figurinos e dos cenários e em toda a produção dos espetáculos, tudo sob o olhar apurado dos orientadores de artes cênicas do Sesi-SP. Além da direção da montagem, esses profissionais são responsáveis por juntar as ideias que surgem durante os encontros semanais, captar algo cenicamente interessante e depois compor um espetáculo que tenha unicidade. 

Além desse processo gradual de criação de um espetáculo a partir de exercícios propostos em aula, os alunos também participam de uma série de atividades pedagógicas como seminários, leitura de livros e oficinas. Eles realizam a montagem em sua unidade do Sesi-SP de origem, mas também têm a oportunidade de encená-la em outros teatros da organização.

Apesar do tema em comum, os 21 grupos buscaram referências em fontes diversas, da representação do mito do escritor francês Roland Barthes até o estudo mitológico de diferentes povos e culturas. No decorrer destas pesquisas, surgiram espetáculos heterogêneos que fogem dos estereótipos dos mitos e trazem à tona as investigações sobre os indivíduos e a figura do mito no contexto atual. Nesta reinvenção, não faltaram assuntos presentes nos ciclos de discussão da sociedade brasileira como política, feminismo e preconceito, criando assim a conexão do mito com a realidade. 

O Cena Livre surgiu em 2012, quando as produções utilizaram a obra de Nelson Rodrigues (1912-1980). No ano seguinte, o tema proposto foi Brasilidade, em 2014, Memória e Cidade, e em 2015, Histórias Fantásticas. A convergência temática cria uma pesquisa comum nos NACs, respeitando as características e os interesses de cada grupo.


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