Seleção brasileira tira 14 pontos no placar, mas é superada pelo México fora de casa

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 2 de setembro de 2026 às 15:00
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A equipe nacional sofre segunda derrota nas Eliminatórias; foi superada também pela República Dominicana

Foi no limite. O Brasil buscou uma reação no Ginásio Marcelino González, em Zacatecas, transformou uma desvantagem de 14 pontos em um jogo aberto até os últimos segundos, mas não conseguiu completar a virada e acabou derrotado pelo México por 79 a 74, nesta segunda-feira (31/08), pelas Eliminatórias da Copa do Mundo FIBA 2027.

A seleção fecha a primeira janela da segunda fase com seis vitórias e duas derrotas no Grupo E, depois de uma batalha marcada pelo jogo físico e pela capacidade brasileira de não desistir até a última posse.

A segunda janela acontece nos dias 27 e 30 de novembro, quando o time comandado por Aleksandar Petrovic enfrenta Estados Unidos e novamente o México, ambos como mandante.

Cestinha

O francano Léo Meindl foi novamente o destaque da seleção brasileira, terminando o jogo com 22 pontos, além de quatro rebotes e duas assistências para 17 de eficiência.

Também cria de Franca, Didi Louzada contribuiu com 14 pontos, enquanto Raulzinho Neto alcançou 11 pontos e sete assistências.

Pelo México, Pako fechou como cestinha com 24 pontos, com 60% de aproveitamento nos arremessos do perímetro. Já JJ Avila registrou um duplo-duplo de 15 pontos e 15 rebotes.

O jogo

O primeiro período foi desafiador para o Brasil. A seleção encontrou dificuldades nos minutos iniciais para criar espaços diante de uma defesa agressiva do México, mas, quando conseguiu quebrar a primeira linha de marcação, mostrou repertório ofensivo e eficiência para se manter no jogo.

Os mexicanos mantiveram a estratégia de explorar o perímetro, repetindo a abordagem que havia funcionado na vitória sobre a Colômbia: foram 11 tentativas de três pontos, com seis convertidas apenas na parcial inicial. O aproveitamento de longa distância fez a diferença e permitiu vantagem mínima no placar para os anfitriões: 24 a 23.

O México voltou para o segundo período impondo um ritmo ainda mais intenso e abriu uma corrida de 6 a 0, obrigando Aleksandar Petrovic a parar o jogo.

A resposta brasileira veio com uma sequência de 5 a 0, mas os mexicanos voltaram a acelerar e diversificaram o ataque em relação ao quarto inicial, alternando as bolas de três com infiltrações e ações próximas ao garrafão.

O Brasil não encontrou resposta para essa mudança e perdeu a parcial por 30 a 21, indo para o intervalo com dez pontos de desvantagem: 54 a 44.

Segundo tempo

O terceiro período foi marcado por uma intensidade defensiva maior, dificultando a produção ofensiva dos dois lados. O Brasil conseguiu ajustar melhor sua defesa e, aos poucos, reduziu o ritmo do ataque mexicano, enquanto Didi apareceu como uma opção importante na construção ofensiva.

Márcio também teve papel relevante na defesa, ajudando a conter as ações do México, forçando dois erros com falta de ataque. Com mais consistência, a seleção venceu o quarto por 14 a 13 e reduziu a desvantagem para nove pontos antes dos dez minutos derradeiros: 67 a 58.

O Brasil voltou para o quarto período com muita intensidade, aumentou a pressão defensiva e tirou o México da zona de conforto.

Em um jogo cada vez mais físico, a seleção buscou uma desvantagem que chegou a 14 pontos e entrou no clutch time com chances reais de virar.

Nos minutos decisivos, porém, os mexicanos foram mais assertivos nas escolhas ofensivas e encontraram na bola de três de Moisés Andriassi, com 11 segundos para o fim, a resposta para garantir o triunfo.


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