Professora de cidade vizinha acusa ex-marido de sequestro internacional

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  • Publicado em 31 de agosto de 2016 às 12:15
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 17:55
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Ele teria sequestrado o filho de 13 anos após este ter ido passar as férias escolares com ele nos EUA

Cheyenne com o filho Gustavo (Foto: Álbum de Família)

​Uma professora de 36 anos, moradora de Santa Rosa de Viterbo, distante 153,6km de Franca, acusa o ex-companheiro de sequestro internacional depois que o filho do casal, um adolescente de 13 anos, viajou durante as férias de julho para os Estados Unidos onde foi visitar o pai. Ele não retornou ao Brasil conforme o previsto. E desde então, Cheyenne Menegassi começou uma batalha para tentar conseguir trazer o filho de volta. 

Desde o início de agosto nos EUA, Cheyenne aguarda a decisão judicial sobre o destino do filho e mobiliza uma campanha nas redes sociais para levar o menino de volta ao Brasil.Segundo ela, o ex-marido conseguiu um documento na Justiça americana que dá a ele a guarda emergencial do garoto.

A advogada da professora no Brasil, Camila Ghozellini Carrieri, denunciou o caso ao Ministério Público Federal e ao Ministério da Justiça, alegando que os dois países são signatários da Convenção de Haia, que prevê que a discussão da guarda ocorra no país onde mora o adolescente, no caso o Brasil.

Em nota, a Secretaria Especial de Direitos Humanos informou que foi feito um comunicado à Autoridade Central dos EUA, e que esta emitiu um ofício ao Tribunal do Tennessee, solicitando a interrupção do processo de guarda pelo pai, conforme previsto no artigo 16 da Convenção de Haia.

De acordo com a Secretaria, não se trata de uma discussão para definir quem deverá ficar com a criança e, sim, se essa foi ou não subtraída. “O local para se discutir guarda é sempre o da residência habitual da criança”, diz a nota.

O INÍCIO

A viagem do filho de Cheyenne começou no dia 27 de junho deste ano, quando ele embarcou sozinho para o estado americano do Tennessee, onde vive o pai, Samuel Gaskin. O garoto ficaria nos EUA até o dia 27 de julho, mas a falta de comunicação com o Brasil logo nas primeiras horas preocupou a mãe.

Gustavo Gaskin, de 13 anos viajou com autorização judicial e levou um tablet e um celular para manter contato com a família. Após 20 dias de tentativas frustradas de falar com o menino e com o pai dele, Cheyenne descobriu por meio de parentes de Samuel nos EUA que, há três anos, o ex-companheiro vive em isolamento com a mãe dele em uma fazenda, e que se tornou uma pessoa agressiva.

Dias depois, ao receber uma mensagem de Samuel avisando que Gustavo não voltaria mais, Cheyenne, finalmente, conseguiu falar com o ex-marido e o filho, mas as poucas conversas que tiveram foram monitoradas pelo pai, que a todo tempo demandava que o menor respondesse para ele em inglês o que estava sendo falado.

Cheyenne chegou aos EUA no dia 3 de agosto. Antes disso, foi preciso ir à Justiça para legitimar a guarda de Gustavo no Brasil e denunciar o caso às autoridades.

Há quase um mês em Summertown, no Tennessee, Cheyenne só pode ver o filho uma vez, no dia em que houve uma audiência. Segundo a advogada, o menino está privado de contato com o restante da família e com os amigos, não frequenta a escola e está psicologicamente abalado.

A advogada da professora acrescentou ainda que o ex-marido dela não paga pensão ao filho há 11 anos, e nunca se interessou pela vida do menino, embora Cheyenne jamais tenha feito oposição ao convívio. 

 


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