​Para Segurança, explosões de caixas eletrônicos não são “roubos a bancos”

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 5 de julho de 2016 às 07:19
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 17:50
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Polícia considera “roubo” apenas o uso de violência contra a vítima, o que tira as explosões da lista

As estatísticas da Secretaria de Segurança do Estado de SP não consideram como “roubo a banco” os casos de explosão e arrombamento de caixas eletrônicos, mesmo aqueles instalados dentro de agências.

Com isso, se tem uma estatística maquiada, pois, levada em consideração as estatísticas, poucos ou nenhum caso têm sido registrados no quesito “roubo a banco”.

Só para se ter uma ideia, os arrombamentos nas agências do Banco do Brasil e CEF em Pedregulho e na CEF de Ituverava e do Bradesco em Cristais Paulista, não entraram nas estatísticas, citando-se apenas casos mais recentes de explosão de caixas dentro de agências, na região mais próxima de Franca.

Assim, desde 2001, quando as estatísticas foram consolidadas pela Secretaria de Segurança, nenhum caso de roubo a banco foi registrado em Franca ou região.

Os casos têm sido registrados como furto qualificado (onde se enquadram furtos mediante arrombamento) e nas estatísticas anuais nem mesmo a tipificação de delito “roubo a banco” tem constado.

A tipificação de “roubo a banco” contribui para que os números verdadeiros não apareçam, pois a polícia considera “roubo” apenas o uso de violência contra a vítima caso que tira as explosões em caixas eletrônicos, mesmo dentro de agências bancárias e mesmo que ocorram tiroteios entre bandidos e policiais (em Itirapuã há alguns anos) como em Pedregulho, na semana passada. 


+ Segurança