Para especialistas, celular em excesso na mão de criança pode trazer prejuízos

  • Roberto Pascoal
  • Publicado em 18 de outubro de 2025 às 20:00
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O ideal é que o tempo de tela seja equilibrado com brincadeiras, leitura e atividades físicas

 

O uso de celulares por crianças tem se tornado cada vez mais precoce e intenso, e especialistas da área da saúde e da educação alertam para os impactos que esse hábito pode causar no desenvolvimento físico, psicológico e emocional.

Embora a tecnologia ofereça benefícios, como o acesso a informações e ferramentas de aprendizado, o uso excessivo ou inadequado pode trazer consequências preocupantes.

Do ponto de vista físico, o tempo prolongado diante das telas está associado a problemas de postura, dores musculares e, em casos mais graves, alterações na visão, como fadiga ocular e miopia.

Sedentarismo

Além disso, o uso do celular em substituição a atividades ao ar livre reduz o gasto energético e contribui para o sedentarismo, fator de risco para obesidade infantil e outras doenças crônicas.

No campo psicológico e emocional, os efeitos podem ser ainda mais profundos. Crianças que passam muitas horas conectadas tendem a apresentar dificuldades de concentração, irritabilidade e alterações no sono, já que a luz azul das telas interfere na produção de melatonina, o hormônio responsável pelo descanso.

Nem tudo é bom

A exposição constante a redes sociais e conteúdos inadequados também pode impactar a autoestima e gerar sentimentos de comparação e ansiedade.

Outro ponto preocupante é o impacto sobre as relações interpessoais. O uso excessivo do celular reduz o tempo de interação com familiares e colegas, prejudicando o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais essenciais, como empatia, diálogo e cooperação.

Com limite

Pediatras e psicólogos recomendam que o uso de celulares por crianças seja limitado e sempre acompanhado por adultos.

O ideal é que o tempo de tela seja equilibrado com brincadeiras, leitura e atividades físicas, permitindo que a tecnologia seja uma aliada no aprendizado, e não um obstáculo ao desenvolvimento saudável.

Na medida certa

A conclusão é clara: o celular pode ser uma ferramenta útil e educativa, desde que utilizado com orientação e limites.

O desafio das famílias e escolas está em encontrar esse equilíbrio para que a tecnologia contribua, e não comprometa, o crescimento pleno das novas gerações.


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