Oftalmologista alerta para a incidência das doenças nos olhos durante o verão

  • Salvador Netto
  • Publicado em 21 de janeiro de 2021 às 21:00
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Médico do Instituto de Olhos de Minas Gerais diz que ceratites, conjuntivites e síndrome do olho seco estão entre os principais problemas; saiba como se prevenir

É no verão que aumentam as preocupações da maioria das pessoas com a proteção da pele, uma vez que a maior exposição ao sol pode provocar diversos problemas dermatológicos.

Todavia, é importante reforçar a atenção, também, com a saúde dos olhos, já que a estação mais quente do ano propicia o surgimento de problemas oculares. As informações são da revista “Encontro BH”.

O oftalmologista Leonardo Coelho Gontijo, do Instituto de Olhos de Minas Gerais, explica que fatores como exposição a água salgada, ao sol e descuidos na manipulação e higiene nas lentes de contato são os principais catalisadores de doenças nos olhos nessa época.

Entre os principais problemas, segundo o médico, estão as ceratites infecciosas, as não infecciosas, conjuntivites, inflamação do pterígio e síndrome do olho seco.

Ceratite e olho seco

“A ceratite não infecciosa é uma inflamação da córnea que tem entre suas causas o olho seco, a exposição prolongada ao sol ou luz ultravioleta sem proteção. Já a ceratite infecciosa é aquela associada a patógenos (bactérias, vírus, fungos e amebas) que podem se aproveitar de um momento de fragilidade da saúde ocular e se disseminar na córnea”, esclarece o especialista.

Ainda de acordo com Leonardo Coelho Gontijo, no caso do olho seco o calor e as condições climáticas do verão podem colaborar para o seu surgimento ou agravamento.

“As pessoas tendem a passar mais tempo em ambientes climatizados ou com ventilador, o que causa uma evaporação mais rápida do filme lacrimal e piora o desconforto de secura nos olhos, coceira e vermelhidão”, alerta.

Conjuntivite

É preciso se atentar, também, para as conjuntivites, que possuem risco de contágio se forem infecciosas, ou seja, nas formas viral e bacteriana.

O médico explica que a conjuntivite é uma inflamação que acomete a uma membrana chamada conjuntiva, que reveste a parte externa do globo ocular e interna das pálpebras. Ele comenta que o contágio é facilitado durante o verão pelo uso maior de piscinas, saunas e compartilhamento de maquiagens e toalhas.

“Dependendo do tipo de conjuntivite, o oftalmologista poderá receitar colírios ou pomadas, mas jamais se automedique, visto que alguns remédios oculares podem tratar algumas doenças, mas podem piorar outras”, alerta Leonardo Coelho Gontijo.

Inflamação do pterígio (carninha no olho)

Também frequente no verão, a inflamação do pterígio, conhecido popularmente como “carninha do olho”, consiste no crescimento de um tecido na superfície de um ou de ambos os olhos, com uma tendência natural a causar irritação. Nesta época, costuma gerar queixas em pacientes normalmente assintomáticos.

Óculos de sol

O oftalmologista do Instituto de Olhos de Minas Gerais lembra que uma das principais medidas para proteger os olhos, principalmente no verão, é usar óculos de sol com proteção contra os raios UVA e UVB:

“Os óculos devem ser comprados em locais confiáveis, certificando que apresentam a proteção mínima necessária. Quando usamos lentes escuras a pupila fica levemente mais dilatada, e tal proteção é obrigatória para impedir que os raios UV penetrem livremente dentro dos olhos, evitando danos na retina a médio e longo prazo”, diz o médico.

O especialista cita alguns cuidados para evitar doenças nos olhos:

Lave sempre bem as mãos

Não leve as mãos aos olhos para coçá-los

Não compartilhe toalhas e maquiagens

Não abra os olhos em água doce nem em água salgada

Use filtro solar próprio para o rosto e não passe nas pálpebras

Usuário de lente de contato, portadores de olho seco ou pterígio, façam uso regular de colírio lubrificante prescrito pelo oftalmologista

Respeite as orientações de higiene e manipulação do uso de lentes de contato e nunca durma com elas


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