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Autoridades suspeitam da prática de “brushing”, uma fraude para aumentar a reputação de lojas
A exemplo de vários países no mundo, mais 24 estados brasileiros já registraram a chegada de encomendas com “sementes misteriosas” vindas da China e outros países asiáticos, desde que os pacotes não identificados começaram a chegar ao redor do globo, no final de julho. Ainda não há evidências exatas de quando os envios começaram, nem o volume distribuído, mas autoridades já levantam a suspeita de que pode se tratar de um tipo de golpe.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (do inglês, USDA), o envio das sementes pode estar ligado a um esquema de fraude virtual chamada de brushing (algo como “varrer” ou “espalhar”, neste contexto, em inglês). Ele funciona por meio de contas falsas criadas em sites de vendas internacionais com dados furtados de usuários ao redor do mundo.
O especialista em segurança da internet e professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) Fabrício Bortoluzzi explica que nesse tipo de fraude os golpistas usam dados de usuários para fazer compras em suas próprias lojas. Eles utilizam as contas fantasmas para escrever boas avaliações pós-venda e assim aumentar a classificação positiva dos seus produtos em sites de e-commerce.
“É importante dizer que sites de comercio eletrônico do tipo marketplace (Como Mercado Livre, E-bay e Alibaba, por exemplo) não são uma única empresa responsável pela venda ao consumidor. Então, quando a gente vai em um site desses fazer uma compra, os primeiros resultados a aparecer não são necessariamente os que mostram os itens mais baratos, mas aqueles que a plataforma mais confia. E essa confiança é montada ao longo do tempo, com base em um sucesso histórico de vendas”, detalha o professor.