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“Meu trabalho não é essencial; cortar energia elétrica é”, desabafa garçom francano

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 15 de abril de 2021 às 18:30
  • Modificado em 15 de abril de 2021 às 20:06
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Vídeo mostra apenas a ponta de um problema que está tomando proporções gigantescas não só em Franca, mas em todo o país

Vídeo gravado por Fúlvio viralizou em grupos de WhatsApp em Franca nesta quinta, 15

O combate à pandemia de Covid-19 tem causado transtornos em praticamente todas as áreas, da econômica à de saúde, passando pela pessoal.

Um garçom francano expôs com simplicidade o drama das famílias que foram atingidas pelas medidas governamentais de combate à epidemia.

Um vídeo enviado no WhatsApp para alguns membros da sua família foi retransmitido e colocado num grupo de profissionais de festa.

A partir daí, o vídeo viralizou. Mais do que isso, tocou o coração das pessoas e mostrou uma realidade perversa: a de decisões políticas parciais, que não contemplam a ação social necessária para não transformar em drama a vida de muitas famílias.

Fúlvio Apolinário é garçom de uma tradicional e conceituada churrascaria de Franca. Os restaurantes estão fechados há praticamente um ano.

Muitos dos funcionários foram despedidos, mesmo que os proprietários fizessem inúmeros sacrifícios para manter as equipes.

Mas restaurantes, bares, lanchonetes e, principalmente churrascaria, estão há um ano sem trabalhar como era antes.

As churrascarias sofrem ainda mais porque ninguém compra rodízio encaixotado.

Fúlvio, que reside no Jardim Aeroporto, é casado e tem três filhas. Sem dinheiro, não pagou as contas de água e de energia elétrica.

A energia da sua casa foi cortada e, no desespero, Fúlvio fez o vídeo. Não existe especulação, não existe política, não existe fake news e nem tomada de posição.

Existe uma constatação inequívoca: quem dá sustentação a uma casa cuja família está impedida de trabalhar?

Fúlvio tem inúmeros amigos: sua conta de energia elétrica foi paga por eles, assim como a conta de água.

Numa outra gravação, Fúlvio disse que não vai passar sua conta bancária, porque não quer dinheiro: quer dignidade.

Assista ao vídeo:


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