Nossa Senhora Aparecida – culto e devoção: foi assim que tudo começou…

  • Robson Leite
  • Publicado em 12 de outubro de 2025 às 06:30
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Conheça a história da Padroeira do Brasil contada pelo padre Inácio Medeiros em publicação feita no portal Vatican News.

Em seu corpo mutilado, com o barro escurecido pelo tempo que permaneceu rolando pelo leito das águas do rio, a imagem ainda trazia pequenos sinais da pintura original em púrpura e azul, cores que caracterizam a realeza e a divindade da Santa Mãe de Deus.

O padre Inácio Medeiros conta a história da Padroeira do Brasil, em publicação feita no portal Vatican News.

Sua narrativa começa pelo Rio Paraíba do Sul (Porque no Nordeste existe também outro rio com este nome, cruzando o estado da Paraíba), que banha o Vale do mesmo nome, desaguando onde hoje existe a cidade de São João da Barra (RJ).

Desde muitos séculos a região era habitada por tribos indígenas que viviam em seus arredores. Para eles, assim como para nós que hoje vivemos, as águas do Rio Paraíba do Sul são o símbolo da vida que sempre se renova, como um grande dom de Deus feito a cada um de nós.

Colonização

A partir da segunda metade do século XVII, o Vale do Paraíba começou a ser ocupado pelo colonizador europeu, através dos portugueses.

Em toda a extensão do Rio e do Vale surgirão diversas vilas, que hoje forma cidades, com destaque para a vila de Santo Antônio de Guaratinguetá que se tornará ponto de passagem obrigatório para quem se dirigia à Província das Minas Gerais, sobretudo, depois da descoberta do ouro em suas terras, vindo daí o nome de Minas, das Gerais, por causa da geografia e da vegetação.

Ao longo do rio existiam muitas vilas de pescadores e de famílias que se dedicavam ao cultivo do solo praticando a lavoura de subsistência, cultivando produtos para a sua subsistência.

Uma pesca milagrosa

No mês de outubro de 1717, entre os dias 12 e 17, passou por Guaratinguetá o senhor Pedro de Almeida e Portugal, reconhecido pelo título de Conde de Assumar.

Ele estava dirigindo-se a Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto, capital da Província das Gerais, pois havia sido designado para o governo das províncias de Minas e São Paulo.

Por onde ele passava as autoridades lhe ofereciam festas e banquetes enriquecidos com os frutos da região, entre estes o peixe que se pescava no Rio Paraíba.

Os pescadores foram chamados a pescar, obrigados sob o medo de castigo para si e suas famílias, pois a época era desfavorável para a pesca. Eles deveriam fornecer o peixe necessário para o banquete do governador.

Pescadores

Entre eles estavam Felipe Pedroso, João Alves e Domingos Garcia que no dia marcado tomaram suas redes, seus barcos, os seus apetrechos e saíram para a pesca, começando pelo porto de José Correia Leite, descendo o rio em direção ao porto de Itaguaçu.

A pescaria estava resultando inútil e infrutífera. Depois de diversas tentativas, por várias horas seguidas nada conseguiram pescar. O desânimo já tomava conta de todos porque se nada pescassem poderiam perder suas coisas e ainda por cima poderiam ser castigados pelas autoridades.

Neste instante de aflição aconteceu o sinal da presença amorosa de Deus. João Alves, lançando as redes pescou o corpo mutilado de uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição.

Em seu corpo mutilado, com o barro escurecido pelo tempo que permaneceu rolando pelo leito das águas do rio, a imagem ainda trazia pequenos sinais da pintura original em púrpura e azul, cores que caracterizam a realeza e a divindade da Santa Mãe de Deus.

Texto baseado nos livros:

01. Cronologia da Imagem e do Santuário

02. A Senhora da Conceição Aparecida – História da Imagem, da capela e das Romarias

Pe. João J. Brustoloni, CSsR


+ Cidades