A escolha entre luz quente, neutra ou fria vai muito além da estética, ela impacta sensação, função e harmonia nos ambientes
Temperatura de cor adequada influencia conforto, produtividade e até o humor – foto Arquivo
A forma como usamos a iluminação artificial influencia diretamente a forma como nos sentimos e nos comportamos em um ambiente.
Essa é a proposta da Human Centric Lighting, ou Iluminação Centrada no Ser Humano: uma abordagem que busca alinhar a luz artificial às necessidades biológicas, emocionais e funcionais das pessoas.
Estudos, como o publicado no Journal of Environmental Psychology, mostram que a temperatura da cor da luz interfere no estado emocional e de alerta do indivíduo.
Luzes com tons mais quentes (temperatura de cor mais baixa) promovem relaxamento e acolhimento, enquanto tons mais frios (temperatura mais alta) favorecem foco e atenção, sendo ideais para ambientes de trabalho ou tarefas específicas.
Mas qual é a temperatura ideal para cada espaço? Depende da função.
Em residências, por exemplo, o ideal são tons quentes, que promovem bem-estar. Já em escritórios e cozinhas industriais, os tons neutros funcionam melhor. Hospitais e laboratórios, por sua vez, exigem luz fria, que reforça o estado de alerta.
Um erro comum é achar que luz branca ilumina mais que a amarela. O que define a intensidade da luz é o fluxo luminoso, medido em lúmens, e não a tonalidade.
Uma luz de 3.000K (quente) pode iluminar tanto quanto uma de 6.500K (fria), desde que ambas tenham a mesma quantidade de lúmens. A impressão de que a luz fria ilumina mais é apenas visual.
Com a tecnologia LED, hoje é possível ajustar a temperatura da cor ao longo do dia, criando experiências diferentes em um mesmo espaço.
Um exemplo prático é o home office: luz fria durante o expediente e luz quente no fim do dia, quando o ambiente vira sala de leitura.
A iluminação deve considerar o uso do espaço, os materiais e até a paleta de cores. Mais do que iluminar, ela precisa emocionar. Afinal, quando projetamos luz, projetamos sensações.