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Governo estuda renovar a suspensão do contrato e a redução de jornada. Veja

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 2 de março de 2021 às 11:00
  • Modificado em 2 de março de 2021 às 22:04
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O governo federal prepara a renovação do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda em 2021

Governo federal prepara a renovação do BEMGoverno federal prepara a renovação do BEM

 

O governo federal prepara a renovação do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda em 2021.

Chamado de “Bem”, o novo projeto deve permitir acordos individuais e suspensão de contrato por até 4 meses. A intenção é publicar o texto ainda em março.

Caso entre em vigor, a empresa poderá aderir ao programa imediatamente, realizando os acordos com os funcionários.

Os trabalhadores com carteira assinada terão o direito de continuar na empresa por período igual ao da suspensão do respectivo contrato.

Ou seja, se o empregado for demitido depois desse período, terá até 3 meses de seguro-desemprego. Resumo:

– 4 meses de emprego garantido;
– 4 meses de estabilidade pós-programa emergencial;
– 3 meses de seguro-desemprego (em caso de demissão);
– total: 11 meses.

Em 2020, os trabalhadores beneficiados pelo programa receberam compensação do governo, que em alguns casos chegou ao valor total do que ganhariam de seguro-desemprego se tivessem sido demitidos.

Atualmente, o funcionário tem direito a até 5 meses de seguro-desemprego depois de demissão sem justa causa.

Para o governo, é melhor pagar uma quantia ao trabalhador e mantê-lo empregado do que distribuir o recurso quando ele ficar desempregado.

O governo avalia que a retomada do programa permitirá um “colchão de segurança” para os trabalhadores formais até janeiro de 2022 (11 meses). Até lá, é esperado que a vacinação em massa seja uma realidade no país.

Criada em abril de 2020, a iniciativa permitiu a realização de 20,1 milhões de acordos, abrangendo 9,8 milhões de trabalhadores.

Do gasto estimado de R$ 51,55 bilhões, o Tesouro Nacional desembolsou R$ 33,5 bilhões.

A sobra (R$ 18 bilhões), porém, não pode ser utilizada agora porque o orçamento de guerra para o enfrentamento da pandemia terminou em 31 de dezembro de 2020.

O governo pretende usar recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), responsável pelo custeio do seguro-desemprego e do abono salarial, para custear o programa.

Outro caminho seria financiar a iniciativa por meio de crédito extraordinário, com a aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) emergencial, que está sendo debatida no Senado.

Para facilitar politicamente a tramitação da PEC, a equipe econômica acertou com a cúpula do Congresso e enviará via MP (medida provisória) esse projeto.

MP tem poder e lei e entra em vigor a partir do momento da sua publicação, com validade de até 120 dias. Para continuar a valer depois desse prazo precisa de aprovação da Câmara e do Senado.

A 1ª versão do Bem foi bem avaliada pelos empresários, pelas centrais sindicais e por muitos operadores políticos. Agora, em 2021, a ideia é replicar a medida para evitar o agravamento do desemprego.

*Informações Poder 360


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