Cuidado: nova versão do golpe do boleto faz cada vez mais vítimas. Saiba mais

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  • Publicado em 21 de junho de 2020 às 15:48
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 20:52
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Nova versão junto àquelas que já ocorriam anteriormente, causou um aumentou de 45% de fraudes

O boleto bancário é um dos métodos de pagamento mais utilizado atualmente pelos brasileiros. 

Entretanto, um problema recorrente pede que você preste cada vez mais atenção ao realizar seus pagamentos dessa forma: o golpe do boleto. Assim, nos últimos tempos, uma nova versão do golpe do boleto está fazendo cada vez mais vítimas.

Entenda como ocorre a nova versão do golpe do boleto

Para se prevenir do golpe, é importante entender como ele acontece. Nessa nova versão do golpe do boleto, a fraude começa quando a vítima faz o download de um arquivo no computador, sem saber que se trata de um vírus, que permite a inserção de um código malicioso no arquivo, modificando a linha digitável do código de barras.

Dessa forma, o valor, que seria depositado em determinada conta, é transferido para a conta de quem está realizando o golpe. 

Entretanto, a nova versão do golpe do boleto não é realizada apenas em transações por computador. Assim, aqueles que usam dispositivos móveis para realizar a ação também podem estar vulneráveis ao vírus. 

De fato, é possível que o celular acarrete ainda mais vulnerabilidade na proteção de seus dados pessoais, sendo recomendado manter um antivírus também no aparelho.

Nova versão do golpe do boleto causa aumento de 45% em fraudes durante pandemia

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), essa nova versão do golpe do boleto, junto àquelas que já ocorriam anteriormente, causou um aumentou de 45% de fraudes durante a pandemia. 

No entanto, essas fraudes não são novas, sendo uma preocupação antiga da instituição.

No fim de 2018, por exemplo, o segmento de proteção a esses golpes lançou a Nova Plataforma de Cobrança, garantindo o registro de todos os boletos com a inserção de informações ao documento, como CPF ou CNPJ do emissor e do pagador do boleto. 

Assim, o objetivo era diminuir a ocorrência dos golpes, evitando cerca de R$ 450 milhões de prejuízo com fraudes via boleto físico por ano.

Entretanto, para os boletos virtuais, existe mais perigo. No caso da plataforma, ela representa apenas mais uma camada de segurança, possibilitando a conferência dos dados do beneficiário no momento do pagamento. 

Mas isso não garante proteção efetiva, uma vez que é preciso que esses dados sejam conferidos frequentemente.

Como se proteger do golpe do boleto

Para se proteger da nova versão do golpe do boleto, assim como das anteriores, existem algumas ações preventivas essenciais.

A primeira delas é analisar o código de barras do documento. Assim, em um boleto verdadeiro, o código de barras que aparece na logo acima deve ser igual ao inferior. 

Além disso, os três primeiros dígitos da sequência devem corresponder ao banco emissor. No caso da Caixa, por exemplo, esse número é o 104.

Outra forma de identificar a nova versão do golpe do boleto é quando o documento é enviado via e-mail, SMS ou WhatsApp. 

Nesses casos, sempre desconfie. Uma forma de conferir a validade do documento é ir diretamente na fonte. 

No caso do seu cartão de crédito, conferir se a fatura recebida é igual a que consta no aplicativo do banco, por exemplo.

Por fim, outras formas de verificar o golpe são: erros de português no boleto, falhas na formatação, dados incompletos do beneficiário etc. 

O valor do boleto também deve ser verificado. Caso as informações não batam, provavelmente você está diante da nova versão do golpe do boleto. Além disso, verifique sempre todas as informações do documento.


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