Criança de 11 anos é assassinada e carbonizada por adolescente de 15 anos

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  • Publicado em 22 de junho de 2016 às 10:46
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 17:49
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Desentendimento por um Playstation teria sido o motivo do assassinato, que aconteceu no entorno do DF

Maurício Costa Souza, de 11 anos, foi assassinado por causa de um Playstation (Foto: Reprodução)

Um desentendimento relacionado a um aparelho Playstation teria sido o motivo para o assassinato de Maurício Costa Souza, de 11 anos.

O garoto que foi morto no final da tarde da última sexta-feira, 17, na Cidade Estrutural, que fica no entorno do Distrito Federal, só foi encontrado às 8h de domingo, 19, enrolado em um cobertor e carbonizado em um matagal na Quadra 17 do Setor de Chacáras Santa Luzia.

O autor do assassinato seria um adolescente de 15 anos, apreendido esta semana pela Polícia Civil.

Durante a briga por causa do videogame, o autor teria degolado a vítima e depois ateado fogo no corpo de Maurício. O suspeito foi encaminhado para a DCA.

O catador de papel Francisco de Assis Costa, de 43 anos, registrou ocorrência de desaparecimento do filho na noite de sábado, 18, na 4ª Delegacia de Polícia  (Guará). O garoto sumiu depois de sair de casa para jogar bola. O pai reconheceu Maurício pela bermuda, uma vez que o corpo estava carbonizado.

Corpo da criança foi localizado em um matagal carbonizado (Foto: Reprodução)

Vizinhos ficaram assustados com a cena. Investigadores da Polícia Civil foram até a casa, onde o pai foi pedir informações sobre Maurício, e encontraram marcas de sangue no barracão de madeira. Os investigadores levaram o acusado para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). No barraco, os policiais também encontraram uma arma de pressão. Segundo Francisco, o filho costumava frequentar o local. “Ele mantinha amizade com o rapaz. Nunca pensei que uma tragédia dessa poderia ocorrer com a nossa família”, contou o pai.

 Maurício estava no terceiro ano do ensino fundamental e, às vezes, auxiliava o pai e mãe no lixão. Segundo o pai, o garoto não tinha nenhuma inimizade. “Ele não tinha problemas com drogas e nem se envolvia com gente errada”, disse.

O crime é investigado pela 8ª Delegacia de Polícia (SIA). O padrasto do adolescente foi detido após ter sido abordado por policiais portando crack para consumo próprio. Ele foi autuado por uso e porte de drogas e liberado, após assinatura do termo de compromisso de comparecimento à Justiça.


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